Mais de 40 morrem em incêndio e confrontos no sul da Ucrânia

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Ativistas pró-Rússia e partidários da unidade nacional da Ucrânia entraram em confronto na cidade portuária de Odessa

Reuters

Reuters
Protestante laça bomba em prédio durante manifestação na cidade de Odessa, na Ucrânia

Mais de 40 pessoas foram mortas em Odessa nesta sexta-feira depois que ativistas pró-Rússia e partidários da unidade nacional da Ucrânia entraram em confronto na cidade portuária no sul do país, na região do Mar Negro.

Hoje: Rebeldes pró-Rússia abatem dois helicópteros militares no leste da Ucrânia

Ontem: Ucrânia expulsa diplomata militar russo por espionagem

Na pior violência em Odessa desde que o presidente Viktor Yanukovich foi deposto em fevereiro, a polícia disse que 38 pessoas morreram sufocadas por fumaça ou foram mortas quando pularam das janelas depois que o prédio de um sindicado foi incendiado.

Os lados opostos no conflito, que se repete em outras partes da Ucrânia, especialmente no leste, já tinham se enfrentado antes em Odessa, mas a violência nunca havia resultado em mortes. Alguns moradores dizem temer que ocorram agora tentativas de represália.

Reféns: Angela Merkel pede ajuda a Putin para libertar observadores na Ucrânia

Antes disso, a polícia informou que quatro homens morreram em um confronto depois que uma passeata de manifestantes pró-governo central de Kiev foi emboscada. Bombas incendiárias, pedras arrancadas do pavimento e explosivos foram atirados durante os enfrentamentos, disseram.

Agitando a bandeira azul e amarela da Ucrânia, e com capacetes e bastões, milhares de ucranianos saíram às ruas em apoio à posição pró-europeia adotada pelo governo central. Alguns eram fãs do time local de futebol, o Chornomorets.

Entenda: Saiba quem são os 'homens de verde' que vêm assustando a Ucrânia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Em um ataque mesclado com a rivalidade do futebol, ativistas pró-russos, dos quais muitos usavam as cores do time do Metalist, da região de Kharkiv, no leste, se embrenharam na multidão.

A polícia logo perdeu o controle da situação. Segundo os policiais, o prédio do sindicato foi depois incendiado.

Dmytro Spivak, um parlamentar local, disse à televisão ucraniana que pelo menos seis jovens partidários das autoridades de Kiev haviam sido mortos no confronto.

"É bastante evidente que o lado pró-russo estava muito bem armado, bem organizado, e que essa ação foi planejada há muito tempo", disse ele, acrescentando que a polícia pouco fez para interromper os confrontos.

Os novos líderes da Ucrânia, pró-ocidentais, acusam a Rússia de apoiar os grupos pró-russos para tentar desestabilizar um país que tenta desesperadamente se recuperar de meses de revoltas que levaram à derrubada de Yanukovich.

A Rússia nega estar intervindo nos levantes no leste e sul da Ucrânia e diz que a população local de língua russa está simplesmente protegendo seus direitos contra um possível ataque dos líderes ucranianos pró-Ocidente.

Leia tudo sobre: crise na ucrâniarússia na ucrâniaputinucrânia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas