Um ataque com carro bomba matou ao menos 19 pessoas e feriu mais de 60 em Abuja, segundo fontes oficiais - este é o segundo ataque na cidade em duas semanas

O chefe do serviço de emergência da Nigéria, Abbas Idriss, declarou que 19 pessoas foram mortas na explosão desta quinta-feira e outras 60 ficaram feridas. O ataque ocorreu no subúrbio de Nyanya, próximo a um estacionamento, onde cerca de 70 pessoas morreram em um ataque em 14 de abril último.Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque - vale lembrar que o grupo Boko Haram, de militantes islâmicos, assumiu a autoria do ataque anterior. Testemunhas informaram que a explosão tinha como alvo um posto policial, nas imediações de uma estação de ônibus.

Carro queima após explosão de bomba em Abuja, na Nigéria. A explosão foi em uma das principais vias da cidade, matando ao menos 19 pessoas
AP
Carro queima após explosão de bomba em Abuja, na Nigéria. A explosão foi em uma das principais vias da cidade, matando ao menos 19 pessoas


Charles Osueke, que estava na área quando houve a explosão, contou que o ataque se deu a cerca de 200m de onde houve a explosão do último dia 14: “As pessoas disseram que um homem estacionou o carro, foi embora e a próxima coisa que viram foi o carro explodindo”, disse Osueke. “Estou preocupado. Depois dessa última explosão o presidente disse que iria melhorar a segurança”, acrescentou. “Havia policiais por aqui quando a explosão aconteceu e eles não fizeram nada para impedi-la”, concluiu Osueke.

Escalada da violência

A maioria dos ataques do grupo Boko Haram acontece no nordeste da Nigéria. Porém, o ataque de 14 de abril aumentou os temores de que os militantes estejam tentando expandir sua área de atuação. Em um vídeo divulgado após o ataque, o líder do grupo Abubakar Shekau declarou: “Estamos na sua cidade, mas vocês não sabem onde estamos”.

O ataque acontece dias antes de Abuja sediar o próximo encontro do Fórum Econômico Mundial na África. Em abril, o país se tornou a maior economia do continente. A segurança será a maior preocupação do encontro, uma vez que vários líderes mundiais, incluindo o primeiro ministro chinês Li Kequiang, deverão comparecer ao evento.

Correspondentes avaliam que os últimos ataques marcam uma época terrível para o país, que também sofre com o caso do sequestro de 230 meninas , horas antes do primeiro ataque em Nyanya.

Os militantes do Boko Haram mataram mais de 1.500 civis em três estados no nordeste do país este ano. O grupo já atacou a capital várias vezes antes, incluindo um ataque ao prédio das Nações Unidas em 2011 – porém, antes de 14 de abril, eles não atacavam a capital há dois anos.

Boko Haram, cujo nome significa “A educação ocidental é proibida” na língua local Hausa, tem conduzido uma campanha de ataques armados ou a bomba desde 2009.

Com informações da agência BBC

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