Vários ficaram feridos após o ataque; votação foi adiada para a semana que vem. Congresso tem sido alvo de inúmeros ataques

Reuters

Homens armados invadiram o Parlamento da Líbia nesta terça-feira (29) e abriram fogo, obrigando os legisladores a abandonar uma votação sobre o próximo primeiro-ministro, disseram testemunhas.

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Homem perto de uma das entradas para acampamento do exército após atentado suicida em Benghazi, Líbia
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O porta-voz do Parlamento, Omar Hmeidan, disse que várias pessoas foram feridas pelos atiradores, que estão ligados a um dos candidatos derrotados para o cargo de primeiro-ministro. Ele não citou nenhum nome.

Parlamentares fugiram do edifício, disseram testemunhas. O incidente terminou rapidamente, mas a votação foi adiada para a semana que vem. O governo tem sido incapaz de controlar os grupos armados e islamistas que ajudaram a derrubar Muammar Gaddafi, em 2011. Os grupos, que acabaram criando feudos regionais, se recusam a depor as suas armas.

As milícias vêm repetidamente atacando o Congresso Geral Nacional, órgão interino, para fazer reivindicações políticas ou financeiras.

Hmeidan disse que os deputados começaram a votação final do substituto para o primeiro-ministro Abdullah al-Thinni, que renunciou há duas semanas dizendo que homens armados haviam atacado a sua família.

Na primeira votação, o empresário Ahmed Maiteeq saiu na frente sobre sete candidatos. A segunda rodada entre Maiteeq e o segundo colocado, Omar al-Hasi, iria ser iniciada quando os homens armados invadiram o local.

Thinni renunciou apenas um mês depois de sua eleição, em substituição a Ali Zeidan, que foi demitido por deputados por causa das tentativas dos rebeldes, no instável leste do país, de vender petróleo de forma independente.

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