Prefeito pró-Rússia é atingido por tiro nas costas na 2ª maior cidade da Ucrânia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Prefeito de Kharkiv encontra-se em estado grave e insurgentes capturam mais prédios em Kostyantynivka, também no leste

Nos mais recentes episódios de violência no leste da Ucrânia, o prefeito pró-Rússia de Kharkiv, segunda maior cidade do país, encontra-se em estado grave nesta segunda-feira após ter sido atingido nas costas e insurgentes pró-Rússia capturaram novos prédio enquanto as tensões aumentam em meio a uma nova rodada de sanções dos EUA contra Moscou.

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AP
Foto de 22/2/2014 mostra Hennady Kernes, prefeito de Kharkiv

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Hennady Kernes, de 54 anos, pedalava sua bicicleta pelo mesmo trajeto que faz quase todos os dias quando foi atingido, provavelmente por alguém escondido em bosques próximos, disse a porta-voz do governo local, Iryna Kushcjenko.

Seus guarda-costas o seguiam em um carro, mas não se encontravam próximos o bastante para intervir, disse. O Ministério do Interior informou que Kernes foi levado à emergência do hospital de Kharkiv. "Médicos classificam seu estado como sério", disse o ministério em comunicado.

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Kernes, egresso dos próprios quadros da administração local, foi acusado há dois meses pelos novos líderes ucranianos pró-Ocidente de promover o separatismo ao ter reivindicado a independência quando manifestantes pró-Rússia assumiram o controle de prédio públicos.

Veja imagens de militantes pró-Rússia e homens armados russos na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Forças ucranianas expulsaram os rebeldes neste mês, o que fez de Kharkiv a única grande cidade no leste do país a ter retomado o controle das mãos de manifestantes armados, que ocuparam prédios do governo e delegacias, montaram bloqueios de rua ou realizaram protestos para reivindicar uma maior autonomia ou a direta anexação pela Rússia.

Quarta: Rússia promete retaliar se seus interesses forem ameaçados na Ucrânia

O governo interino da Ucrânia e o Ocidente acusam a Rússia pelos tumultos, que temem que podem ser usados por Moscou como um pretexto para a invasão. No mês passado, a Rússia anexou a Crimeia depois de tomar o controle dessa península do Mar Negro.

Em uma tentativa de aumentar a pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, os EUA impuseram novas sanções contra sete autoridades do governo russo, assim como contra 17 companhias com vínculos com Putin.

Também nesta segunda-feira, militantes mascarados com armas automáticas tomaram o controle de outro prédio da prefeitura e de uma delegacia, dessa vez em Kostyantynivka, a 160 km da fronteira russa. A cidade fica a km ao sul de Slovyansk, uma grande cidade no leste ucraniano que está nas mãos de insurgentes há três semanas.

*Com AP e Reuters

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