Novas sanções dos EUA miram círculo próximo a Putin e companhias da Rússia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Além dos EUA, UE acrescenta mais 15 autoridades à lista de pessoas com bens congelados e proibidas de viajar ao bloco

Em uma tentativa de aumentar a pressão sobre a Rússia, o governo do presidente dos EUA, Barack Obama, congelou ativos e proibiu a obtenção de vistos para sete cidadãos russos do círculo próximo ao presidente Vladimir Putin nesta segunda-feira e também impôs sanções a 17 empresas ligadas a ele em represália pelas ações de Moscou na Ucrânia. Os EUA também revogaram licenças para alguns itens de alta tecnologia que poderiam ser usados pelo Exército russo.

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AP
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em foto de 21 de abril

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Além dos EUA, os embaixadores dos 28 países-membros da União Europeia (UE) concordaram em acrescentar mais 15 autoridades à lista de pessoas proibidas de viajar ao bloco e com bens congelados na UE. Segundo dois diplomatas consultados pela Associated Press, os embaixadores se reunirão novamente na quarta e poderão acrescentar mais nomes à lista. A decisão europeia eleva para 48 o total de russos ou pró-russos na Ucrânia que sofrem sanções do bloco.

Obama disse que as medidas têm o objetivo de impedir Putin de fomentar a rebelião no leste da Ucrânia. Obama acrescentou que está guardando medidas mais amplas contra a economia da Rússia. Entre os sancionados estão Igor Sechin, chefe da empresa de energia estatal Rosneft e o vice-primeiro-ministro, Dmitry Kozak.

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Os EUA vão negar licenças de exportação de todos os itens de alta tecnologia que possam contribuir para a capacidade militar russa e vão revogar as licenças de exportação existentes que atendam a essas condições, informou a Casa Branca.

Essa foi a terceira rodada de sanções que Washington impôs. Todas as sanções tiveram como alvos indivíduos e empresas. "O envolvimento da Rússia na recente onda de violência no leste da Ucrânia é indiscutível", disse um comunicado da Casa Branca.

Nesta 2ª: Prefeito pró-Rússia é atingido por tiro nas costas na 2ª maior cidade da Ucrânia

As novas sanções foram impostas no mesmo dia em que o prefeito da segunda maior cidade da Ucrânia foi atingido por um disparo nas costas e que insurgentes pró-Rússia capturaram mais prédios do governo no leste do país.

Veja imagens de militantes pró-Rússia e homens armados russos na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Leia: Saiba quais são as cidades afetadas pelo movimento separatista na Ucrânia

Insurgentes armados tacitamente apoiados por Moscou buscam mais autonomia na região — ou mesmo a independência ou uma anexação pela Rússia. O governo interino da Ucrânia e o Ocidente acusam a Rússia pelos tumultos, que temem que podem ser usados por Moscou como um pretexto para a invasão. No mês passado, a Rússia anexou a Crimeia depois de tomar o controle dessa península do Mar Negro.

As sanções iniciais dos EUA e a UE foram impostas logo após a anexação da Crimeia. Mas agora Washington e o bloco europeu acusam a Rússia de desestabilizar o leste ucraniano. Segundo a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Rússia tem 40 mil soldados ao longo da fronteira e poderia invadir a Ucrânia em dias se quisesse.

A UE é o maior parceiro comercial da Rússia, tendo maior influência econômica sobre Moscou do que os EUA. Entretanto, o bloco europeu tem mais cuidado em impor suas punições já que a Rússia é também um de seus maiores fornecedores de petróleo e gás — e o bloco aparentemente evitou ter como alvo companhias russas específicas.

As sanções impostas até agora ainda não conseguiram deter Putin, que vem ignorando as punições. Moscou insiste que uma rebelião entre russófonos do leste é uma resposta interna a um golpe e nega manter forças russas no território.

No leste da Ucrânia nesta segunda-feira, os rebeldes pró-Rússia não deram sinais de abandonar a revolta, invadindo edifícios públicos em outra cidade, Kostyantynivka. O prefeito da cidade de Kharkiv, a segunda maior da Ucrânia, está lutando pela vida após ser baleado enquanto andava de bicicleta.

A Alemanha exige que a Rússia intervenha para garantir a libertação de sete monitores militares europeus desarmados, incluindo quatro alemães, que foram detidos pelos rebeldes na sexta-feira.

*Com AP e Reuters

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