Chung Hong-won permanece no cargo até que a investigação sobre o desastre seja concluída, diz a porta-voz da presidência

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O primeiro-ministro sul-coreano Chung Hong-won anunciou sua renúncia neste domingo (27) por conta da resposta do governo ao naufrágio da balsa, quando foi dito inicialmente que todos os passageiros e tripulantes haviam sido resgatados. A balsa Sewol afundou em uma viagem de rotina do porto de Incheon para a ilha de Jeju no último dia 16.

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O premiê Chung Hong-won após anunciar sua renúncia em coletiva em Seul, Coreia do Sul
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O premiê Chung Hong-won após anunciar sua renúncia em coletiva em Seul, Coreia do Sul


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Mais de 300 pessoas, a maioria deles estudantes e professores da escola secundária Danwon, nos arredores de Seul, morreram ou estão desaparecidos e dados como mortos. As crianças a bordo do Sewol foram orientados a permanecerem em suas cabines, onde aguardaram por novas ordens. O número de mortos confirmados no domingo era de 187.

A Coreia do Sul, quarta maior economia da Ásia e uma das principais potências industriais e exportadora da região, tornou-se um dos países mais avançadas tecnologicamente do mundo, mas enfrenta críticas de que seus controles regulatórios não acompanharam a evolução.

A renúncia de Chung foi aprovada pelo presidente Park Geun-hye, que tem o maior poder no governo, embora a sua porta-voz disse mais tarde que ele permaneceria no cargo até que a operação de resgate seja concluída.

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"Manter o meu cargo é um fardo muito grande para o governo", disse um sombrio Chung em um breve anúncio. "Em nome do governo, peço desculpas por muitos problemas desde a prevenção do acidente até a forma como lidamos com o desastre inicialmente."

"Há muitas irregularidades e práticas ilícitas em partes da sociedade e espero que sejam corrigidas para que acidentes como este não venham a acontecer novamente. "

Chung foi vaiado e uma pessoa jogou uma garrafa de água contra ele quando visitou os pais das vítimas um dia após o desastre. O presidente Park também foi vaiado por alguns parentes quando visitou um ginásio onde as famílias dos desaparecidos estavam hospedadas.

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