Premiê da Coreia do Sul renuncia em resposta a naufrágio de balsa

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Chung Hong-won permanece no cargo até que a investigação sobre o desastre seja concluída, diz a porta-voz da presidência

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O primeiro-ministro sul-coreano Chung Hong-won anunciou sua renúncia neste domingo (27) por conta da resposta do governo ao naufrágio da balsa, quando foi dito inicialmente que todos os passageiros e tripulantes haviam sido resgatados. A balsa Sewol afundou em uma viagem de rotina do porto de Incheon para a ilha de Jeju no último dia 16.

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O premiê Chung Hong-won após anunciar sua renúncia em coletiva em Seul, Coreia do Sul


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Mais de 300 pessoas, a maioria deles estudantes e professores da escola secundária Danwon, nos arredores de Seul, morreram ou estão desaparecidos e dados como mortos. As crianças a bordo do Sewol foram orientados a permanecerem em suas cabines, onde aguardaram por novas ordens. O número de mortos confirmados no domingo era de 187.

A Coreia do Sul, quarta maior economia da Ásia e uma das principais potências industriais e exportadora da região, tornou-se um dos países mais avançadas tecnologicamente do mundo, mas enfrenta críticas de que seus controles regulatórios não acompanharam a evolução.

A renúncia de Chung foi aprovada pelo presidente Park Geun-hye, que tem o maior poder no governo, embora a sua porta-voz disse mais tarde que ele permaneceria no cargo até que a operação de resgate seja concluída.

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Parente de uma das vítimas, segurando retrato envolto em lençol branco, chora após tributo em Ansan, Coreia do Sul (23/4). Foto: ReutersMergulhadores buscam sobreviventes de naufrágio de balsa na Coreia do Sul (22/4). Foto: BBCParente de passageiro que estava a bordo de balsa naufragada em Seul chora enquanto aguarda informações em porto de Jindo (19/4). Foto: APBoias são rebocadas por um barco da marinha sul-coreana para ser instalada na balsa afundada na Coreia do Sul (18/4). Foto: ReutersCriança é resgatada por policiais marítimos sul-coreanos ao sair do navio 'Sewol', que naufragou em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersCorpo de um dos passageiros da balsa que afundou na região costeira da Coreia do Sul é levado para hospital em Jindo (16/04). Foto: APAdolescentes resgatadas após naufrágio na Coreia do Sul choram em academia para onde foram levadas (16/04). Foto: ReutersMulher se emociona ao ver o nome do filho em lista de sobreviventes na academia para onde eles foram levados, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersUma mãe se emociona ao ver o filho entre os resgatados após naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersHomem é socorrido no porto após ser resgatado de balsa que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEquipes de resgate auxiliam sobrevivente de naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersParente espera por notícias sobre os desaparecidos sozinho, em uma área do porto em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APGrupo de familiares espera por notícias dos desaparecidos após naufrágio, em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APEquipes da guarda costeira resgatam as vítimas de um navio que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: APPassageiros resgatados após naufrágio de balsa na Coreia do Sul são escoltados por equipes de resgate em sua chegada ao porto de Jindo, em Seul (16/04). Foto: APParentes a espera de notícias acompanham as buscas por desaparecidos na Coreia do Sul (16/04). Foto: APFamiliares choram enquanto aguardam por notícias de passageiros desaparecidos após naufrágio, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APOficiais da guarda costeira sul-coreana tentam resgatar passageiros de naufrágio (16/04). Foto: APHelicópteros de resgate sobrevoam balsa de passageiros sul-coreanos que afundou com mais de 450 pessoas, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APBalsa com tripulantes acabou afundando na Coreia do Sul. Maior parte das pessoas a bordo eram estudantes (16/04). Foto: APOficiais marítimos (de preto) tentam resgatar passageiros (com coletes salva-vidas) a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol' (16/04). Foto: ReutersOficial marítimo (de preto) resgata passageiros a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol', que naufragou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEmbarcação estava cheia de estudantes e acabou naufragando na Coreia do Sul. Autoridades marítimas buscam por desaparecidos (16/04). Foto: ReutersBalsa sul-coreana 'Sewol' é vista afundando no mar ao longo de Jindo, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersFamiliares choram enquanto esperam por passageiros desaparecidos de uma balsa que naufragou, no porto Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APDurante as buscas noturnas, autoridades iluminaram região para fazer os primeiros resgates, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersBusca da polícia marítima por passageiros desaparecidos com sinalizadores, após naufrágio da embarcação 'Sewol', na Coreia do Sul (16/04). Foto: Reuters

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"Manter o meu cargo é um fardo muito grande para o governo", disse um sombrio Chung em um breve anúncio. "Em nome do governo, peço desculpas por muitos problemas desde a prevenção do acidente até a forma como lidamos com o desastre inicialmente."

"Há muitas irregularidades e práticas ilícitas em partes da sociedade e espero que sejam corrigidas para que acidentes como este não venham a acontecer novamente. "

Chung foi vaiado e uma pessoa jogou uma garrafa de água contra ele quando visitou os pais das vítimas um dia após o desastre. O presidente Park também foi vaiado por alguns parentes quando visitou um ginásio onde as famílias dos desaparecidos estavam hospedadas.

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