Arábia Saudita tem mais 26 casos do vírus Mers e dez mortos

Por Reuters |

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País é o mais atingido pela doença que até agora já matou um terço dos infectados e começou a se propagar há dois anos

Reuters

A Arábia Saudita confirmou mais 26 casos da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês), que matou quase um terço dos infectados, e disse que mais dez morreram por causa da doença.

Assista: Arábia Saudita confirma mais dois novos casos do vírus mortal no país

AP
Peregrinos muçulmanos egípcios, alguns usando máscaras para evitar síndrome respiratória no Oriente Médio, rezam em meca na Arábia Saudita (out./2013)


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Essa confirmação seguiu anúncio do Egito que no último sábado (26) anunciou seu primeiro caso de Mers. Ele foi diagnosticado em um homem que recentemente voltou de Riad, onde estava trabalhando. Descoberta dois anos atrás na Arábia Saudita, a doença  continua fazendo mais vítimas pelo país: agora são 339 casos confirmados, dos quais 102 foram fatais.

Desde o início de abril, os 143 casos anunciados representam um aumento de 73% de infecções na Arábia Saudita neste mês. Os novos casos foram anunciados em dois comunicados publicados no site do Ministério da Saúde, no sábado e no domingo.

Os 10 confirmados no sábado incluem sete em Jidá, o principal foco da última epidemia, dois na capital Riad e outro em Meca. Dois pacientes morreram. Os outros 16 casos confirmados no domingo incluem dois em Riad, oito em Jidá e mais seis na cidade de Tabuk, ao norte. Oito morreram no domingo.

De acordo com o ministro da Saúde interino Adel Fakieh, três hospitais em Riad, Jidá e Dammam, na costa do Golfo, se tornaram centros especialistas no tratamento de Mers. Esses três hospitais podem acomodar 146 pacientes em tratamento intensivo, disse o ministro.

Muitos sauditas expressaram preocupação nas mídias sociais a respeito da capacidade do governo de lidar com essa epidemia, e na semana passada o rei Abdullah demitiu o ministro da Saúde.

Em Jidá, algumas pessoas estão usando máscaras e evitando concentrações de pessoas, enquanto farmácias dizem que a venda de desinfetantes para as mãos e outros produtos de higiene está crescendo.

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