Abbas chama Holocausto de 'crime mais abominável' contra humanidade

Por Reuters |

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Declaração é aparente tentativa de se aproximar de Israel dias depois da suspensão do diálogo de paz entre os dois lados

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O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, chamou o Holocausto de "crime mais abominável" contra a humanidade em tempos modernos em um comunicado divulgado neste domingo, numa aparente tentativa de se aproximar de Israel dias depois da suspensão do diálogo de paz entre os dois lados.

Sábado: Abbas diz que governo de união palestino reconhecerá Israel

AP
Presidente palestino, Mahmud Abbas, fala durante encontro com o Conselho Central Palestino na cidade cisjordana de Ramallah (26/4)

Quinta: Israel interrompe negociações de paz após acordo entre Hamas e Fatah

Abbas já havia condenado antes o assassinato em massa de judeus na Segunda Guerra Mundial, mudando alegações de um livro de sua autoria, de 1983, em que negava o Holocausto.

Os seus novos comentários sobre o tema, porém, têm importância adicional, feitos um dia depois de Abbas ter sinalizado que continuava comprometido com o processo de paz e que um futuro governo de unidade palestino reconheceria Israel.

A mensagem foi divulgada no dia em que Israel relembra a morte dos 6 milhões de judeus durante o Holocausto. Ela também expressou simpatia pelos familiares das vítimas.

Quarta: Hamas e Fatah anunciam acordo de reconciliação e governo de unidade

Israel suspendeu as negociações de paz mediadas pelos EUA na quinta-feira, como resposta ao inesperado pacto político de Abbas com o grupo Hamas, que defende a destruição de Israel.

Holocausto foi um dos maiores genocídios do mundo. Conheço outros casos:

Ruanda: em abril de 1994, grupo armado hutu matou ao menos 800 mil ruandenses, em sua maioria da etnia tutsi. Foto: Reprodução/YoutubeRuanda: o massacre durou cem dias. Genocídio terminou quando milícia armada hutu tomou controle do país. Foto: Reprodução/YoutubeArmênia: entre 1915 e 1918, partido nacionalista atuou para exterminar minoria armênia no Império Turco Otomano. Foto: Wikimedia CommonsArmênia: em massacres e deportações forçadas, ao menos 1,5 milhão de armênios morreram. Foto: Wikimedia CommonsUcrânia: entre 5 milhões e 10 milhões de ucranianos morreram pelo regime de Josef Stalin entre 1932 e 1933. Foto: Reprodução/YoutubeUcrânia: o povo foi perseguido e enviado a campos de trabalho forçados. Famílias ficaram sem comida e houve relatos de canibalismo. Foto: Reprodução/YoutubeCurdos: o massacre, conhecido como 'Operação Anfal', começou em 1987 e só acabou em 1989, sob comando do então líder do Iraque Saddam Hussein. Foto: Reprodução/YoutubeCurdos: entre 100 mil e 182 mil morreram vítimas de armas químicas, destruição de cidades e vilas e envenenamento. Foto: Reprodução/YoutubePovos indígenas: ao menos 15 milhões de índios morreram nas mãos de conquistadores europeus após descobrimento da América, em 1492. Foto: Reprodução/YoutubePovos indígenas: tribos como os apalaches, EUA, araucanos, Argentina, e caetés, Brasil, foram dizimadas e desapareceram. Foto: Wikimedia CommonsJudeus: durante a 2ª Guerra Mundial, de 1939 a 1945, ao menos 6 milhões de judeus morreram nas mãos dos nazistas. Foto: Reprodução/YoutubeJudeus: homens fortes trabalhavam até a morte; os improdutivos, maioria mulheres e crianças, iam direto para as câmaras de gás. Foto: Reprodução/YoutubeHereros e namaquas: os povos sofreram o 1º genocídio do século 20. Alemães mataram 80% dos hereros de 1904 a 1907. Foto: Reprodução/YoutubeHereros e namaquas: após os hereros, os namaquas se rebeleram e 10 mil deles, 50% da população total, morreram. Foto: Reprodução/YoutubeTimor Leste: a invasão indonésia, de 1975 a 1999, resultou em estimadas 200 mil mortes - a população era de 680 mil à época. Foto: Reprodução/YoutubeBósnia: de 100 mil a 200 mil bósnios foram mortos por milícias e exército sérvios. Foto: Reprodução/YoutubeBósnia: população foi perseguida por ser muçulmana. Homens eram executados, e milhares de mulheres foram estupradas. Foto: Reprodução/YoutubeAborígenes australianos: eles estão entre os povos mais antigos do mundo e foram dizimados após a chegada dos ingleses na Austrália, em 1770. Foto: Reprodução/YoutubeAborígenes australianos: no final do século 19, o país deu início à lei que separava crianças de suas famílias, período chamado de 'geração perdida'. Foto: Reprodução/Youtube

Alerta: EUA devem rever ajuda a palestinos em caso de governo com Hamas

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que Israel não vai negociar com um governo que tem o apoio do Hamas e que Abbas não pode dizer que o Holocausto é terrível enquanto abraça, ao mesmo tempo, os que procuram a destruição do povo judeu.

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