Última carta de passageiras do Titanic é vendida por 119 mil libras

Por Reuters |

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A britânica Esther Hart sobreviveu ao naufrágio junto a sua filha Eva. Carta foi leiloada por 119 mil libras, cerca de 447 mil reais

Reuters

Uma carta de uma passageira do Titanic, escrita poucas horas antes de o navio atingir um iceberg e afundar em sua viagem inaugural, foi vendida em um leilão por 119 mil libras esterlinas, cerca de 447 mil reais, neste sábado (26).

Wikimedia Commons
Titanic naufragou na noite de 14 de abril de 1912, domingo, com 1.500 a bordo rumo a Nova York


Ela foi escrita pelas sobreviventes britânicas Esther Hart e sua filha de sete anos, Eva, que viajavam na segunda classe a caminho do Canadá e de uma nova vida. A casa de leilões Henry Aldridge and Son disse acreditar que o preço é um recorde para uma carta do Titanic.

"Houve muito interesse", declarou um porta-voz. "Vendemos outras cartas do Titanic, mas nenhuma alcançou um preço como esta".

O Titanic naufragou na noite de 14 de abril de 1912, um domingo, no quinto dia de sua primeira e única viagem de Southampton a Nova York. Mais de 1.500 passageiros e tripulantes perderam a vida na tragédia, incluindo Benjamin, marido de Hart.

A carta, escrita em um papel especial com o cabeçalho "A Bordo do RMS ‘Titanic'" e com um envelope com a bandeira da linha White Star em alto relevo, deveria ser entregue à mãe de Hart em Chadwell Heath, no leste de Londres.

Ela conta como Esther estava sentindo enjoo e frio na travessia.

"Minhas queridas todas", diz. "Como podem ver, é domingo de tarde e estamos descansando na biblioteca depois do almoço. Passei mal o dia todo, ontem não consegui comer nem beber, enjoada o tempo inteiro, mas hoje me recuperei."

"Os marinheiros dizem que tivemos uma travessia maravilhosa até agora. Não houve tempestade, mas Deus é quem sabe como deve ser quando vem uma. O tempo está ótimo, mas terrivelmente frio e ventoso."

Ela acrescenta: "Eles dizem que podemos chegar a Nova York na noite de terça-feira, mas na verdade deve ser na manhã de quarta. Escreverei assim que chegarmos lá."

A carta, com uma saudação alegre da jovem Eva no final, sobreviveu porque estava no bolso do casaco de seu marido, que ele tinha dado à esposa para mantê-la aquecida enquanto o navio era esvaziado.

Esther e Eva, que mais tarde rememoraram os eventos das últimas horas do transatlântico em sua biografia "Sombra do Titanic", foram resgatadas pelo HMS Carpathia.

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