Militantes pró-Rússia detêm observadores militares europeus na Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Líder da insurgência acusa equipe da Osce de ser espiã da Otan e condiciona sua soltura à libertação de ativistas pró-Rússia

Um líder da insurgência pró-Rússia no leste da Ucrânia disse neste sábado que observadores militares estrangeiros detidos sob suspeita de serem espiões da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) poderiam ser soltos em troca de ativistas pró-Rússia presos.

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AP
Soldado ucraniano toma posição enquanto patrulha estrada no interior da cidade de Svyitohirsk, perto de Slovyansk, leste da Ucrânia

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A declaração foi feita enquanto, nos arredores de Slovyansk, cidade a cerca de 150 km a oeste da Rússia, forças do governo ucraniano continuavam operações para formar um cordão de segurança em sua tentativa de coibir os tumultos que ameaçam atrapalhar eleições planejadas para 25 de maio.

Vyacheslav Ponomarev, autoproclamado prefeito do povo de Slovyansk, descreveu os observadores detidos como "cativos" e disse que eram oficiais dos Estados-membros da Otan. "Já que encontramos com eles mapas com informações sobre a localização de nossos postos de controle, ficamos com a impressão de que são oficiais realizando uma certa missão espiã", disse Ponomarev.

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A equipe de oito membros liderada pela Alemanha viajava sob o auspício da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (Osce, na sigla em inglês) quando foi detida. O Ministério de Relações Exteriores alemão disse que perdeu contato com a equipe, que também incluiria cinco ucranianos.

Tim Guldimann, o enviado especial da Osce para a Ucrânia, disse à rádio pública alemã WDR neste sábado que "esforços estão sendo feitos para resolver essa crise". Ele não quis dar detalhes. Segundo a Reuters, uma equipe da Osce estaria a caminho da região para tentar garantir sua libertação.

Veja imagens de militantes pró-Rússia e homens armados russos na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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O ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, ligou para o chanceler russo, Serguei Lavrov, no fim da noite de sexta para pressionar pela libertação. Um funcionário da embaixada russa também foi convocado ao Ministério de Relações Exteriores alemão para receber a mesma mensagem.

De acordo com a britânica BBC, o enviado russo na Osce, Andrei Kelin, afirmou neste sábado que "essas pessoas deveriam ser soltas assim que possível". "Como um membro da Osce, a Rússia tomará todas as medidas possíveis nesse caso", afirmou.

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Também neste sábado, a Chancelaria russa disse que tomava "todas as medidas para resolver a situação", mas culpou as autoridades em Kiev por fracassar em garantir a segurança da equipe. "A segurança dos inspetores é totalmente confiada ao país que os recebe", disse a nota. "Portanto, seria lógico esperar que as atuais autoridades em Kiev resolvessem as questões de localização, ações e segurança dos instrutores."

Sanções

Os EUA e outras nações do G7 disseram em um comunicado conjunto divulgado na noite de sexta-feira pela Casa Branca que planejam impor sanções econômicas adicionais contra a Rússia em resposta a suas ações na Ucrânia.

O Ocidente acusou a Rússia de usar forças encobertas para encorajar tumultos na Ucrânia e diz que Moscou não fez nada para pressionar as milícias pró-Rússia a liberar delegacias e prédios do governo em ao menos dez cidades na região.

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Criticando a anexação feita em março pela Rússia da estratégica Península da Crimeia, no Mar Negro, o G7 disse: "Prosseguiremos com todas as consequências práticas e legais dessa anexação ilegal, incluindo, mas não limitada às áreas econômicas, comerciais e financeiras."

Uma fonte da União Europeia (UE) disse que embaixadores dos 28 Estados-membros da UE se encontrarão na segunda-feira em Bruxelas para concordar com uma "lista de sanções do 'Estágio 2'" em que serão acrescentados nomes de funcionários russos e líderes pró-Rússia na Ucrânia na lista de pessoas sancionadas com congelamento de bens e proibições de viagens na UE.

*Com AP

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