Abbas diz que governo de união palestino reconhecerá Israel

Por iG São Paulo |

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Comentário parece destinado a acalmar as preocupações do Ocidente em relação ao acordo de união fechado com o Hamas

O presidente palestino, Mahmud Abbas, sinalizou neste sábado que continua comprometido com as problemáticas conversações de paz apoiadas pelos Estados Unidos, dizendo que qualquer governo de unidade nacional palestino, juntamente com o grupo militante Hamas, vai reconhecer Israel.

Quinta: Israel interrompe negociações de paz após acordo entre Hamas e Fatah

AP
Presidente palestino, Mahmud Abbas, fala durante encontro com o Conselho Central Palestino na cidade cisjordana de Ramallah

Quarta: Hamas e Fatah anunciam acordo de reconciliação e governo de unidade

Os comentários de Abbas pareciam destinados a acalmar as preocupações do Ocidente em relação ao acordo de união fechado na quarta-feira com o Hamas, uma facção islâmica que prega a destruição de Israel e é considerada por Washington uma organização terrorista.

Israel suspendeu as negociações de paz com Abbas depois do pacto de reconciliação e os EUA disseram que vão reconsiderar a ajuda anual aos palestinos no valor de centenas de milhões de dólares.

Alerta: EUA devem rever ajuda a palestinos em caso de governo com Hamas

"O governo estaria sob meu comando e minha política", disse Abbas a líderes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em sua sede presidencial na cidade de Ramallah, na Cisjordânia ocupada.

"Seu alcance será o que acontece internamente. Eu reconheço Israel e ele vai reconhecer Israel. Eu rejeito a violência e o terrorismo", disse.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, ofereceu a sua renúncia, uma medida que pode abrir caminho para o governo de unidade. "Apresento a minha demissão e o governo está nas mãos de Vossa Excelência sempre que desejar", disse o premiê, segundo a Wafa.

Hamdallah, cujo papel está limitado à governança interna, apresentou sua renúncia no ano passado em uma disputa sobre seus poderes, mas recuou pouco depois.

O pacto de reconciliação acordado na quarta-feira entre o Hamas e o partido Fatah, de Abbas, prevê a busca de um governo de tecnocratas independentes dentro de cinco semanas e a realização de eleições seis meses depois.

Não houve eleições nacionais desde que o Hamas venceu a votação parlamentar em 2006, levando a uma breve guerra entre o Hamas e o Fatah do ano seguinte, quando o grupo militante assumiu o controle da Faixa de Gaza.

No vácuo político que se seguiu, Abbas nomeou pessoalmente Hamdallah e seu antecessor, Salam Fayyad, enquanto o próprio primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, governou em Gaza.

*Com Reuters

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