Durante coletiva, o presidente americano afirmou esperar que a China use sua influência para frear o governo de seu país aliado

Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (25) que a Coreia do Norte representa uma ameaça não somente para a região mas também para os Estados Unidos, e que espera que a China use sua influência para frear o aliado governo de Pyongyang.

Ontem: Obama tranquiliza aliados sobre China em início de viagem pela Ásia

Presidente dos EUA, Barack Obama, discursa ao lado da presidente sul-coreana Park Geun-hye em coletiva conjunta em Seul, Coreia do Sul
AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, discursa ao lado da presidente sul-coreana Park Geun-hye em coletiva conjunta em Seul, Coreia do Sul


Segunda: Premiê do Japão envia oferenda a santuário e irrita China e Coreia do Sul

Em março, a Coreia do Norte alertou que não descartava realizar uma "nova forma" de teste nuclear para ampliar seu poder de dissuasão nuclear, após o Conselho de Segurança da ONU ter condenado Pyongyang pelo lançamento de um míssil balístico de médio alcance no mar a leste da península.

A Coreia da Norte enfrenta sanções da ONU desde o primeiro teste, realizado em 2006. O país está proibido de realizar testes atômicos e de mísseis, não pode negociar armas com Estados membros da ONU e nem realizar negociações financeiras que facilitem essas transações. O governo de Pyongyang regularmente ameaça destruir os Estados Unidos e a Coreia do Sul.

China

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que seu país saúda a ascensão chinesa, mas que a relação com Pequim não se estreitará às custas dos aliados asiáticos de Washington. Coincidindo com a chegada de Obama à Ásia, a imprensa estatal chinesa acusou os EUA de agirem de forma "míope" e tentarem "engaiolar" a potência asiática.

Ao observar que Pequim e Washington podem trabalhar juntos em questões como o programa nuclear norte-coreano, Obama disse ao jornal japonês Yomiuri, em declarações por escrito: "Em outras palavras, saudamos a continuidade da ascensão de uma China que seja estável, próspera, pacífica e desempenhe um papel responsável nos assuntos globais."

Confira fotos do presidente Barack Obama

Dezembro: Seul expande zona de defesa aérea e a sobrepõe parcialmente à da China

Ele acrescentou: "E nosso engajamento com a China não vem e não virá à custa do Japão ou de qualquer outro aliado". Essas garantias devem ser reiteradas na cúpula Obama-Abe na quinta-feira (24).

Segundo artigo publicado na quarta, a agência de notícias chinesa Xinhua disse que os EUA promovem na região "um esquema cuidadosamente calculado para engaiolar o gigante asiático de rápido desenvolvimento".

Obama chegou na quarta (23) a Tóquio, primeira escala de uma viagem de uma semana por quatro países, num momento de crescente tensão na região, quando Washington pede à Coreia do Norte que evite novos testes nucleares.

Esta é a primeira visita de Estado plena de um presidente norte-americano ao Japão desde 1996. Obama pretende tranquilizar Tóquio e outros aliados sobre o compromisso dos EUA com a defesa comum diante de uma China cada vez mais assertiva.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.