Ucrânia relança operação antiterrorista após morte de político sob tortura

Por iG São Paulo |

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Corpo de Volodymyr Rybak foi encontrado nesta terça (22). Ele era vereador pelo mesmo partido do presidente interino do país

O presidente em exercício da Ucrânia, Oleksandr Turchynov, relançou nesta terça-feira (22) a chamada operação anti-terrorista contra rebeldes pró-Rússia após dois homens - um deles político de seu partido - terem sido encontrados com marcas de "tortura até a morte" no leste do país.

Hoje: Rússia deve 'parar de falar e começar a agir', diz vice dos EUA na Ucrânia

AP
Corpo de Pavel Pavelco, miliciano pró-Rússia que foi morto no domingo (20) em tiroteio, é levado para sepultamento em cemitério de Slovyansk, Ucrânia


Segunda: Rússia acusa Ucrânia de violar acordo de Genebra

De acordo com Turchynov, corpos "brutalmente torturados" foram encontrados perto da cidade de Slaviansk, que está nas mãos de militantes pró-Rússia. Um desses corpos era de Volodymyr Rybak, membro do partido Batkivshchyna, o mesmo do atual presidente ucraniano.

"Esses crimes estão sendo realizados com total apoio e indulgência da Federação Russa", disse ele por meio de um comunicado. "Peço às agências de segurança que relancem e promovam ações antiterrorismo efetivas, com o objetivo de proteger os cidadãos ucranianos que moram no leste da Ucrânia de terroristas."

A operação militar para acabar com a ocupação dos edifícios públicos começou em 16 de abril, mas foi suspensa durante o período da Páscoa. Rybak, cujo corpo foi encontrado nesta terça, era vereador na cidade vizinha de Horlivka. A identidade do segundo homem ainda não foi divulgada.

Quinta: EUA, Rússia e União Europeia alcançam acordo sobre crise na Ucrânia

O anúncio aconteceu em meio a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, à Ucrânia. Mais cedo, após reunião líderes ucranianos em Kiev, Biden pediu à Rússia para "parar de falar e começar a agir" sobre a resolução da crise ucraniana.

Os EUA e o Ocidente acusam a Rússia de usar militares secretos para apoiar os separatistas no leste ucraniano, onde os edifícios públicos são ocupados em pelo 29 cidades e vilas. A Rússia nega a acusação. Biden advertiu que o governo russo ainda tem "comportamento provocativo" e que isso o levaria a "um maior isolamento" e exortou Moscou a acabar com seu suposto apoio a militantes pró-russos.

Confira fotos da ocupação russa na Ucrânia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Apesar de acordo: Insurgentes pró-Rússia mantêm ocupação no leste da Ucrânia

Biden afirmou que a Rússia precisa agir "sem atrasos", acrescentando: "Não permitiremos que isso se torne um processo sem nenhum fim à vista." O vice-presidente também anunciou que os EUA fornecerão mais US$ 50 milhões para ajudar o combalido governo ucraniano em reformas econômicas e políticas.

Na visita mais graduada de uma autoridade dos EUA desde o início da crise na Ucrânia, Biden se reuniu privadamente com Yatsenyuk e com o presidente em exercício Oleksandr Turchynov. Mais cedo, ele disse aos líderes de vários partidos políticos que traz uma mensagem de apoio do presidente Barack Obama enquanto enfrentam uma oportunidade histórica para adotar reformas.

Biden falou com nove ucranianos em um sala de audiência com molduras douradas no Parlamento, ou Rada, sob os olhos da imprensa. O grupo incluía três candidatos que disputam a presidência em maio — mais notavelmente o magnata bilionário do chocolate e favorito Petro Poroshenko. Biden afirmou aos candidatos que espera que eles tenham mais sorte do que ele teve nas duas vezes que concorreu à presidência.

Disparos

Um avião militar ucraniano foi atingido por disparos nesta terça enquanto fazia um voo de reconhecimento sobre a cidade de Slaviansk, no leste do país e que está sob controle de separatistas pró-Rússia, informou o Ministério da Defesa. Várias balas atingiram a aeronave Antonov An-30, que conseguiu pousar com segurança, disse o ministério em comunicado.

Entenda: Saiba quais são as cidades afetadas pelo movimento separatista na Ucrânia

Rússia

Na segunda-feira (21), o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, acusou as autoridades de Kiev de violar o acordo de Genebra que tem como objetivo resolver a crise da Ucrânia.

Ele disse que o governo de Kiev - que não é reconhecido por Moscou - não atuou para desarmar grupos ilegais, especialmente o ultranacionalista Setor Direito. "Os extremistas dão o tom", alegou, condenando um tiroteio fatal perto de Sloviansk, no leste da Ucrânia. Ele também condenou a continuidade dos protestos de rua na Praça da Independência (Maidan), em Kiev.

Segundo Lavrov, é "absolutamente inaceitável" que as autoridades ucranianas tenham fracassado em pôr fim ao que chamou de protestos ilegais na capital.

*Com BBC, Reuters e AP

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