Biden anuncia que EUA darão mais US$ 50 milhões a Kiev para ajudar governo ucraniano em reformas econômicas e políticas

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, alertou a Rússia nesta terça-feira que "é o momento de parar de falar e começar a agir" para reduzir a tensão na Ucrânia.

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Vice-presidente dos EUA, Joe Biden (E), conversa com o premiê da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, durante encontro em Kiev
AP
Vice-presidente dos EUA, Joe Biden (E), conversa com o premiê da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, durante encontro em Kiev

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Falando ao lado do primeiro-ministro em exercício da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, Biden conclamou Moscou a encorajar os separatistas pró-Rússia no leste ucraniano a sair dos prédios e dos postos de controle do governo called, aceitar a anistia e "abordar suas queixas politicamente". 

Biden afirmou que a Rússia precisa agir "sem atrasos", acrescentando: "Não permitiremos que isso se torne um processo sem nenhum fim à vista."

O vice-presidente também anunciou que os EUA fornecerão mais US$ 50 milhões para ajudar o combalido governo ucraniano em reformas econômicas e políticas.

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O dinheiro inclui US$ 11 milhões para ajudar a conduzir a eleição presidencial de 25 de maio, incluindo educação eleitoral, administração e supervisão. Também ajudará a financeiar equipes de especialistas do governo americano para ajudar a Ucrânia a reduzir sua dependência dos fornecimentos de energia da Rússia. Outros conselheiros técnicos auxiliarão no combate à corrupção.

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A Casa Branca também anunciou US$ 8 milhões em assistência militar não letal para as Forças Armadas ucranianas, incluindo equipamento para disposição de bombas, material de comunicações e veículos.

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Na visita mais graduada de uma autoridade dos EUA desde o início da crise na Ucrânia, Biden se reuniu privadamente com Yatsenyuk e com o presidente em exercício Oleksandr Turchynov. Mais cedo, ele disse aos líderes de vários partidos políticos que traz uma mensagem de apoio do presidente Barack Obama enquanto enfrentam uma oportunidade histórica para adotar reformas.

Biden falou com nove ucranianos em um sala de audiência com molduras douradas no Parlamento, ou Rada, sob os olhos da imprensa. O grupo incluía três candidatos que disputam a presidência em maio — mais notavelmente o magnata bilionário do chocolate e favorito Petro Poroshenko. Biden afirmou aos candidatos que espera que eles tenham mais sorte do que ele teve nas duas vezes que concorreu à presidência.

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A visita do vice americano ocorre em um momento crítico, dias depois de um tênue acordo internacional ter sido alcançado para atenuar a violência no leste ucraniano, onde insurgentes pró-Rússia se opõem ao governo em Kiev. "Vocês enfrentam problemas muito grandes e alguns diriam ameaças humilhantes que tomam espaço indiretamente", disse Biden.

Biden afirmou aos parlamentares que uma prioridade dos EUA é ajudá-los a se tornar independentes dos fornecimentos de energia da Rússia. "Imaginem onde vocês estariam hoje se fossem capazes de dizer à Rússia: 'Fique com seu gás'", disse. "Seria um mundo bem diferente."

*Com AP

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