Rússia deve 'parar de falar e começar a agir', diz vice dos EUA na Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Biden anuncia que EUA darão mais US$ 50 milhões a Kiev para ajudar governo ucraniano em reformas econômicas e políticas

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, alertou a Rússia nesta terça-feira que "é o momento de parar de falar e começar a agir" para reduzir a tensão na Ucrânia.

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AP
Vice-presidente dos EUA, Joe Biden (E), conversa com o premiê da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, durante encontro em Kiev

Quinta: EUA, Rússia e União Europeia alcançam acordo sobre crise na Ucrânia

Apesar de acordo: Insurgentes pró-Rússia mantêm ocupação no leste da Ucrânia

Falando ao lado do primeiro-ministro em exercício da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, Biden conclamou Moscou a encorajar os separatistas pró-Rússia no leste ucraniano a sair dos prédios e dos postos de controle do governo called, aceitar a anistia e "abordar suas queixas politicamente". 

Biden afirmou que a Rússia precisa agir "sem atrasos", acrescentando: "Não permitiremos que isso se torne um processo sem nenhum fim à vista."

O vice-presidente também anunciou que os EUA fornecerão mais US$ 50 milhões para ajudar o combalido governo ucraniano em reformas econômicas e políticas.

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O dinheiro inclui US$ 11 milhões para ajudar a conduzir a eleição presidencial de 25 de maio, incluindo educação eleitoral, administração e supervisão. Também ajudará a financeiar equipes de especialistas do governo americano para ajudar a Ucrânia a reduzir sua dependência dos fornecimentos de energia da Rússia. Outros conselheiros técnicos auxiliarão no combate à corrupção.

Veja a presença da Rússia e de separatistas pró-Rússia na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

A Casa Branca também anunciou US$ 8 milhões em assistência militar não letal para as Forças Armadas ucranianas, incluindo equipamento para disposição de bombas, material de comunicações e veículos.

Entenda: Saiba quais são as cidades afetadas pelo movimento separatista na Ucrânia

Na visita mais graduada de uma autoridade dos EUA desde o início da crise na Ucrânia, Biden se reuniu privadamente com Yatsenyuk e com o presidente em exercício Oleksandr Turchynov. Mais cedo, ele disse aos líderes de vários partidos políticos que traz uma mensagem de apoio do presidente Barack Obama enquanto enfrentam uma oportunidade histórica para adotar reformas.

Biden falou com nove ucranianos em um sala de audiência com molduras douradas no Parlamento, ou Rada, sob os olhos da imprensa. O grupo incluía três candidatos que disputam a presidência em maio — mais notavelmente o magnata bilionário do chocolate e favorito Petro Poroshenko. Biden afirmou aos candidatos que espera que eles tenham mais sorte do que ele teve nas duas vezes que concorreu à presidência.

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A visita do vice americano ocorre em um momento crítico, dias depois de um tênue acordo internacional ter sido alcançado para atenuar a violência no leste ucraniano, onde insurgentes pró-Rússia se opõem ao governo em Kiev. "Vocês enfrentam problemas muito grandes e alguns diriam ameaças humilhantes que tomam espaço indiretamente", disse Biden.

Biden afirmou aos parlamentares que uma prioridade dos EUA é ajudá-los a se tornar independentes dos fornecimentos de energia da Rússia. "Imaginem onde vocês estariam hoje se fossem capazes de dizer à Rússia: 'Fique com seu gás'", disse. "Seria um mundo bem diferente."

*Com AP

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