Rússia acusa Ucrânia de violar acordo de Genebra

Por iG São Paulo |

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Chanceler diz que Kiev não atuou para desarmar grupos ilegais na capital, especialmente o ultranacionalista Setor Direito

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, acusou nesta segunda-feira as autoridades de Kiev de violar o acordo de Genebra que tem como objetivo resolver a crise da Ucrânia.

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AP
Atiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo

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Ele disse que o governo de Kiev - que não é reconhecido por Moscou - não atuou para desarmar grupos ilegais, especialmente o ultranacionalista Setor Direito. "Os extremistas dão o tom", alegou, condenando um tiroteio fatal perto de Sloviansk, no leste da Ucrânia. Ele também condenou a continuidade dos protestos de rua na Praça da Independência (Maidan), em Kiev.

Segundo Lavrov, é "absolutamente inaceitável" que as autoridades ucranianas tenham fracassado em pôr fim ao que chamou de protestos ilegais na capital.

No início da manhã de domingo, um tiroteio em um posto de controle gerenciado por separatistas pró-Rússia diexou ao menos três mortos perto de Sloviansk. As circunstâncias do incidente continuam não esclarecidas.

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Os separatistas locais disseram que o ataque foi lançado por militantes do Setor Direito. Kiev o caracterizou como uma "provocação" protagonizada por forças especiais russas. Para Lavrov , o incidente provou que Kiev não quer controlar os "extremistas".

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Ele afirmou que a reivindicação mais importante do acordo de Genebra era "evitar qualquer violência" e que isso não está sendo implementado. "Passos estão sendo adotados - especialmente por todos aqueles que tomaram o poder em Kiev - para cruamente violar os acordos alcançados em Genebra", disse Lavrov em uma coletiva em Moscou.

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O acordo de 17 de abril de Genebra foi acordado em negociações entre a Rússia, Ucrânia e a União Europeia (UE). Ele demandou um fim imediata para a violência no leste da Ucrânia e pediu que grupos ilegais armados entregassem suas armas e deixassem os prédios do governo.

Militantes pró-Rússia ainda detêm o controle de edifícios oficiais em ao menos nove cidades na região de Donetsk, no leste ucraniano. As autoridades interinas em Kiev disseram que suspenderam operações contra militantes pró-Rússia durante a Páscoa e fizeram um apelo pelo unidade nacional.

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Elas prometeram atender a algumas das reivindicações dos manifestantes pró-Rússia, que incluem a descentralização do poder e garantias para o status da língua russa. Mas os EUA alertaram que os próximos dias serão cruciais e ameaçaram mais sanções contra a Rússia se o país fracassar em cumprir o acordo.

Mas Lavrov advertiu que quaisquer tentativas de isolar a Rússia do resto do mundo estão fadadas ao fracasso. "Somos uma potência grande e independente que sabe o que quer", disse, acrescentando que "a grande maioria dos Estados no mundo não quer o isolamento da Rússia".

A Ucrânia está em crise desde a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych em fevereiro depois de meses de protestos por sua decisão de se aproximar de Moscou em vez de assinar um acordo com a UE. 

Depois da destituição de Yanukovych, a Rússia anexou a estratégica Península da Crimeia após a realização de um referendo regional e, nas últimas semanas, separatistas pró-Moscou tomaram o controle de vários prédios do governo no leste ucraniano.

*Com BBC

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