Chanceler diz que Kiev não atuou para desarmar grupos ilegais na capital, especialmente o ultranacionalista Setor Direito

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, acusou nesta segunda-feira as autoridades de Kiev de violar o acordo de Genebra que tem como objetivo resolver a crise da Ucrânia.

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Atiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo
AP
Atiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo

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Ele disse que o governo de Kiev - que não é reconhecido por Moscou - não atuou para desarmar grupos ilegais, especialmente o ultranacionalista Setor Direito . "Os extremistas dão o tom", alegou, condenando um tiroteio fatal perto de Sloviansk, no leste da Ucrânia. Ele também condenou a continuidade dos protestos de rua na Praça da Independência (Maidan), em Kiev.

Segundo Lavrov, é "absolutamente inaceitável" que as autoridades ucranianas tenham fracassado em pôr fim ao que chamou de protestos ilegais na capital.

No início da manhã de domingo, um tiroteio em um posto de controle gerenciado por separatistas pró-Rússia diexou ao menos três mortos perto de Sloviansk. As circunstâncias do incidente continuam não esclarecidas.

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Os separatistas locais disseram que o ataque foi lançado por militantes do Setor Direito. Kiev o caracterizou como uma "provocação" protagonizada por forças especiais russas. Para Lavrov , o incidente provou que Kiev não quer controlar os "extremistas".

Ele afirmou que a reivindicação mais importante do acordo de Genebra era "evitar qualquer violência" e que isso não está sendo implementado. "Passos estão sendo adotados - especialmente por todos aqueles que tomaram o poder em Kiev - para cruamente violar os acordos alcançados em Genebra", disse Lavrov em uma coletiva em Moscou.

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O acordo de 17 de abril de Genebra foi acordado em negociações entre a Rússia, Ucrânia e a União Europeia (UE). Ele demandou um fim imediata para a violência no leste da Ucrânia e pediu que grupos ilegais armados entregassem suas armas e deixassem os prédios do governo.

Militantes pró-Rússia ainda detêm o controle de edifícios oficiais em ao menos nove cidades na região de Donetsk, no leste ucraniano. As autoridades interinas em Kiev disseram que suspenderam operações contra militantes pró-Rússia durante a Páscoa e fizeram um apelo pelo unidade nacional.

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Elas prometeram atender a algumas das reivindicações dos manifestantes pró-Rússia, que incluem a descentralização do poder e garantias para o status da língua russa. Mas os EUA alertaram que os próximos dias serão cruciais e ameaçaram mais sanções contra a Rússia se o país fracassar em cumprir o acordo.

Mas Lavrov advertiu que quaisquer tentativas de isolar a Rússia do resto do mundo estão fadadas ao fracasso. "Somos uma potência grande e independente que sabe o que quer", disse, acrescentando que "a grande maioria dos Estados no mundo não quer o isolamento da Rússia".

A Ucrânia está em crise desde a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych em fevereiro depois de meses de protestos por sua decisão de se aproximar de Moscou em vez de assinar um acordo com a UE. 

Depois da destituição de Yanukovych, a Rússia anexou a estratégica Península da Crimeia após a realização de um referendo regional e, nas últimas semanas, separatistas pró-Moscou tomaram o controle de vários prédios do governo no leste ucraniano.

*Com BBC

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