Número foi ampliado em cerca de 9 mil para dar nova chance aos cerca de 5 mil que não completaram competição em 2013

Reuters

Cerca de 36 mil atletas participam da 118ª Maratona de Boston nesta segunda-feira, um ano após os ataques a bomba da última edição. Trata-se do segundo maior número de competidores da história, e entre eles estarão atletas de ponta quenianos e etíopes.

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Shalane Flanagan é vista à frente de Buzunesh Deba e Mare Dibaba, ambas da Etiópia, durante a 118ª Maratona de Boston
AP
Shalane Flanagan é vista à frente de Buzunesh Deba e Mare Dibaba, ambas da Etiópia, durante a 118ª Maratona de Boston

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Os corredores tiveram de lidar com novas restrições de segurança no evento, uma reação ao ataque de 2013 que deixou três mortos e 264 feridos quando dois irmãos de etnia chechena deixaram artefatos explosivos caseiros em mochilas na linha de chegada.

Milhares de competidores se reuniram em um parque no centro da cidade antes da corrida, preparando-se para entrar em um ônibus que os levaria à linha de partida da prova em Hopkinton, a oeste de Boston.

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O treinador de corrida Robert Hollis, que viajou de Nova Jersey para a competição, admitiu ter algumas preocupações com a segurança. "Há um certo nervosismo. Não estava assustado até 15 minutos atrás, mas quando vi todos aqueles policiais e cães no trem da Amtrak, fiquei um pouco nervoso", disse. "Vivemos em uma era diferente agora."

De volta a Boston, o etíope Lelisa Desisa e a queniana Rita Jeptoo, ambos campeões da prova, estão entre os competidores mais bem ranqueados que devem correr.

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Mas cada um deles encara um rival com um tempo melhor: Dennis Kimetto, do Quênia, correu a Maratona de Chicago do ano passado em 2h03min45, e Mare Dibaba, da Etiópia, cravou 2h19min52 na maratona de Dubois de 2012.

Nenhum atleta norte-americano sobe no pódio da rua Boylston, não distante do local das detonações do ano passado, desde 1985, quando Lisa Larsen-Weidenbach, de Michigan, venceu a prova feminina. A seca é mais longa para os homens: Greg Meyer, de Massachusetts, venceu em 1983.

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Mas há várias esperanças para os Estados Unidos, incluindo o californiano Ryan Hall, que chegou em terceiro em 2009, e Desiree Linden, que ficou a meros dois segundos da vitória em 2011.

Os organizadores da corrida ampliaram o número de competidores em cerca de 9 mil este ano, para dar mais uma chance aos cerca de 5 mil atletas que não completaram a competição em 2013 depois que as duas bombas explodiram perto da linha de chegada.

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Os corredores amadores muitas vezes se preparam durante anos para cumprir os critérios de idade e tempo exigidos para se classificar para a corrida de elite.

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