Sobe para 13 número de mortos na pior tragédia do Everest

Por Reuters |

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Avalanche atingiu passagem perigosa chamada de Geleira de Khumbu, que é cheia de fendas, rachaduras e pedaços de gelo

Reuters

Equipes de resgate recuperaram o corpo de um guia neste sábado, depois que uma avalanche de neve atingiu as encostas mais baixas do Everest, elevando o número de mortos para pelo menos 13 no pior acidente na montanha mais alta do mundo.

Sexta: Avalanche causa acidente mais fatal da história do Everest

AP
Filha do montanhista nepalês Ang Kaji Sherpa, morto em uma avalanche no Everest, chora enquanto corpo chega em Monastério Sherpa em Katmandu, Nepal

2010: Menino de 13 anos é o mais jovem a escalar o Everest, diz família

A avalanche atingiu uma passagem perigosa chamada de Geleira de Khumbu, que é cheia de fendas e rachaduras e grandes quantidades de seracs - ou enormes pedaços de gelo - que podem se soltar sem aviso.

"Estávamos amarrados a uma corda e carregando gás para o acampamento quando houve um forte estrondo", disse Ang Kami Sherpa, de 25 anos, um dos pelo menos três sobreviventes, que foram levados de helicóptero para Katmandu. "Sabíamos que era uma avalanche, mas não conseguimos fugir ou fazer qualquer coisa."

"Um grande pedaço de neve caiu sobre nós e nos arrastou. Pareciam nuvens, tudo branco", disse em uma unidade de terapia intensiva do hospital onde era tratado de um coágulo de sangue na perna e lesões faciais.

Veja abaixo imagens do Everest:

O Monte Everest foi escalado pela primeira vez até o topo há exatos 60 anos por Edmund Hillary e Sherpa Tenzing Norgay. Foto: Royal Geographical SocietyTenzing e Hillary alcançaram o topo do Everest às 11h30 locais, após uma difícil escalada pela face sul da montanha. Foto: Royal Geographical SocietyTenzing levou ao cume bandeiras da Grã-Bretanha, do Nepal, da ONU e da Índia. Foto: Royal Geographical SocietyOs dois alpinistas brindam sua conquista com chá quente. Foto: Royal Geographical SocietyOs dois só ficaram no pico do Everest por 15 minutos, porque tinham pouco oxigênio. Foto: Royal Geographical SocietyHillary e Tenzing na véspera de seu grande feito, em 28 de maio de 1953. Foto: Royal Geographical SocietyA subida de Hillary e Tenzing começou em 12 de abril, e seu feito foi anunciado em 2 de junho, na coroação da rainha Elizabeth 2ª. Foto: Royal Geographical SocietyPromovida pela Grã-Bretanha, a expedição de 1953 foi a nona do país rumo ao topo do Everest. Foto: Royal Geographical SocietyA expedição contou com centenas de participantes, que ajudavam a carregar mantimentos e a guiar o grupo. Foto: Royal Geographical SocietyÀ direita na foto está o desfiladeiro Lho La, que separa a geleira Khumbu do Tibete. Foto: Royal Geographical SocietySete acampamentos foram erguidos no Everest durante a empreitada. Foto: Royal Geographical SocietySua expedição ergueu mastos de rádio entre acampamentos, para permitir a comunicação via walkie talkies. Foto: Royal Geographical SocietyGraças a isso a dupla pôde ouvir pelo rádio a coroação da rainha Elizabeth 2ª. Foto: Royal Geographical SocietyLiderada pelo coronel John Hunt, ela foi organizada e financiada por um comitê, chamado Joint Himalayan Committee. Foto: Royal Geographical Society

Os alpinistas declararam uma parada de quatro dias nos esforços para atingir o pico de 8.848 metros, e, enquanto alguns decidiram desistir da missão, outros disseram, depois de falar com seus guias, que iriam em frente. Todas as vítimas eram sherpas guias de montanha.

"Todos aqui no acampamento base estão abalados. Alguns alpinistas estão fazendo as malas e desistindo, eles não querem ter mais nada a ver com isso", escreveu Tim Rippel da Peak Freaks Expeditions.

Embora relativamente baixo na montanha, os alpinistas dizem que a geleira é um dos lugares mais perigosos do Monte Everest. Existem no entanto caminhos mais seguros ao longo da famosa rota South Col, que foi escalada por Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953.

Cerca de cem alpinistas e guias já tinham conseguido atravessar além da Geleira de Khumbu para preparar suas tentativas ao pico. Eles estão a salvo, mas um novo caminho terá de ser aberto para tornar possível a continuação das expedições.

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