Saiba quais foram os maiores genocídios da história mundial

Por iG São Paulo |

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Povos hereros e namaquas, dizimados pelo Exército alemão na África, foram as primeiras vítimas de genocídio do século 20

Quando Samuel Maharero liderou a revolta do povo herero contra o domínio dos alemães na região sudoeste da África, onde hoje fica a Namíbia, não imaginou que faria parte de uma triste marca para a história mundial: foi uma das 65 mil vítimas - ao menos 80% da população herero da época - do primeiro genocídio do século 20.  

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Dominada pela Alemanha de 1884 a 1915, a área foi palco de vários confrontos entre os povos que já viviam na região e os colonos entre 1904 e1907. O último deles, a batalha de Waterberg, reiterou a supremacia do então general alemão Lothar von Trotha e culminou na morte de Maharero. Após a derrota dos hereros, foi a vez dos namaquas iniciarem uma nova disputa pela região, confrontos que uma vez mais terminaram com êxito da Alemanha. Ao menos 10 mil namaquas foram mortos, cerca de 50% de sua população total.

Ao final dos embates, grande parte do que restou desses povos foi expulso para o deserto de Kalahari ou acabou em campos de concentração, trabalhando até a morte. Um século mais tarde, a Alemanha pediu perdão pela violência. Veja outros genocídios que marcaram o mundo:

Ruanda: em abril de 1994, grupo armado hutu matou ao menos 800 mil ruandenses, em sua maioria da etnia tutsi. Foto: Reprodução/YoutubeRuanda: o massacre durou cem dias. Genocídio terminou quando milícia armada hutu tomou controle do país. Foto: Reprodução/YoutubeArmênia: entre 1915 e 1918, partido nacionalista atuou para exterminar minoria armênia no Império Turco Otomano. Foto: Wikimedia CommonsArmênia: em massacres e deportações forçadas, ao menos 1,5 milhão de armênios morreram. Foto: Wikimedia CommonsUcrânia: entre 5 milhões e 10 milhões de ucranianos morreram pelo regime de Josef Stalin entre 1932 e 1933. Foto: Reprodução/YoutubeUcrânia: o povo foi perseguido e enviado a campos de trabalho forçados. Famílias ficaram sem comida e houve relatos de canibalismo. Foto: Reprodução/YoutubeCurdos: o massacre, conhecido como 'Operação Anfal', começou em 1987 e só acabou em 1989, sob comando do então líder do Iraque Saddam Hussein. Foto: Reprodução/YoutubeCurdos: entre 100 mil e 182 mil morreram vítimas de armas químicas, destruição de cidades e vilas e envenenamento. Foto: Reprodução/YoutubePovos indígenas: ao menos 15 milhões de índios morreram nas mãos de conquistadores europeus após descobrimento da América, em 1492. Foto: Reprodução/YoutubePovos indígenas: tribos como os apalaches, EUA, araucanos, Argentina, e caetés, Brasil, foram dizimadas e desapareceram. Foto: Wikimedia CommonsJudeus: durante a 2ª Guerra Mundial, de 1939 a 1945, ao menos 6 milhões de judeus morreram nas mãos dos nazistas. Foto: Reprodução/YoutubeJudeus: homens fortes trabalhavam até a morte; os improdutivos, maioria mulheres e crianças, iam direto para as câmaras de gás. Foto: Reprodução/YoutubeHereros e namaquas: os povos sofreram o 1º genocídio do século 20. Alemães mataram 80% dos hereros de 1904 a 1907. Foto: Reprodução/YoutubeHereros e namaquas: após os hereros, os namaquas se rebeleram e 10 mil deles, 50% da população total, morreram. Foto: Reprodução/YoutubeTimor Leste: a invasão indonésia, de 1975 a 1999, resultou em estimadas 200 mil mortes - a população era de 680 mil à época. Foto: Reprodução/YoutubeBósnia: de 100 mil a 200 mil bósnios foram mortos por milícias e exército sérvios. Foto: Reprodução/YoutubeBósnia: população foi perseguida por ser muçulmana. Homens eram executados, e milhares de mulheres foram estupradas. Foto: Reprodução/YoutubeAborígenes australianos: eles estão entre os povos mais antigos do mundo e foram dizimados após a chegada dos ingleses na Austrália, em 1770. Foto: Reprodução/YoutubeAborígenes australianos: no final do século 19, o país deu início à lei que separava crianças de suas famílias, período chamado de 'geração perdida'. Foto: Reprodução/Youtube


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