Medida é tomada porque Aboutalebi teria integrado grupo responsável pela invasão da embaixada em Teerã em 1979

O presidente dos EUA, Barack Obama, sancionou na sexta-feira a lei que impede um diplomata iraniano de ocupar um posto na Organização das Nações Unidas (ONU) por suspeitas de envolvimento dele na crise dos reféns em Teerã entre 1979 e 1981.

Dia 11: EUA negam visto a nomeado do Irã para ONU

Hamid Aboutalebi, escolhido de Teerã como embaixador na ONU (foto de arquivo)
AP
Hamid Aboutalebi, escolhido de Teerã como embaixador na ONU (foto de arquivo)

Reação:  Irã insiste em escolha para enviado da ONU e critica medida dos EUA

A lei, aprovada pelo Congresso norte-americano, prevê o bloqueio de entrada no país de qualquer indivíduo envolvido em espionagem ou atividade terrorista contra os EUA ou que represente ameaça à segurança nacional.

Os EUA já haviam dito que não concederiam um visto ao embaixador indicado pelo Irã para representar a República Islâmica na ONU, citando as ligações do emissário com a crise dos reféns de 1979 a 1981.

Obama esteve sob forte pressão para não permitir que Hamid Aboutalebi assumisse a posição na sede da ONU, que fica em Nova York.

Neste sábado, o general iraniano Mohammad Bagherzadeh conclamou o Ministério de Relações Exteriores do país persa a escolher outro nome para o cargo, afirmando que Aboutalebi deveria ficar perto de sua mãe depois que a família perdeu dois filhos durante a guerra com o Iraque (1980-1988).

O Irã diz que desafiará a decisão dos EUA "por meio dos canais legais". Legisladores iranianos dizem que a oposição do Irã à entrada de Aboutalebi representa um mal uso da localização geográfica da ONU, que fica em Nova York.

*Com Reuters e AP

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