Corpos foram encontrados após equipe de busca conseguir acessar o interior da embarcação afundada na costa coreana

As equipes de mergulhadores que trabalham nas buscas por desaparecidos do naufrágio de uma balsa na costa da Coreia do Sul resgataram mais dez corpos neste sábado (19), elevando para 46 o número de vítimas oficiais.

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Corpos são retirados do mar durante as buscas neste sábado (19)
AP
Corpos são retirados do mar durante as buscas neste sábado (19)

Segundo autoridades coreanas, os corpos foram encontrados após os mergulhadores conseguirem acessar o interior da embarcação, após três dias de tentativas frustradas devido ao vento e às fortes correntes marítimas do local.

Mais de 250 pessoas, a maioria estudantes que fariam uma viagem de feriado, estão desaparecidas. Apenas 174 pessoas foram resgatadas com vida entre os cerca de 470 a bordo. 

Apesar do vento, das ondas fortes e da água turva, mergulhadores continuaram as buscas por centenas de pessoas. A Guarda Costeira, a Marinha e alguns mergulhadores individuais atuam no local do acidente, a cerca de 20 quilômetros da costa sudoeste da Coreia do Sul. Antes, equipes de resgate martelaram o casco emborcado da embarcação, na esperança de receber a resposta de algum sobrevivente preso lá dentro - o que não ocorreu, segundo relato da imprensa local.

A balsa, com 475 passageiros e tripulantes, virou na quarta-feira, no trajeto entre o porto de Incheon e a ilha turística de Jeju. Viajavam na balsa 340 alunos e professores do Colégio Danwon, de Ansan, na periferia de Seul.

Embora o local do naufrágio seja relativamente raso (menos de 50 metros), ele é muito perigoso para os cerca de 150 mergulhadores. Não há explicação oficial para o naufrágio, que está sendo investigado. A balsa, fabricada há 20 anos no Japão, fazia uma rota muito percorrida, e não havia baixios ou pedras nos arredores imediatos do trajeto habitual.

Capitão preso

O capitão de uma balsa sul-coreana que naufragou, foi preso no sábado (horário local), afirmou a agência sul-coreana de notícias Yonhap. A agência revelou que o capitão Lee Joon-seok, de 69 anos, enfrenta cinco acusações, incluindo negligência do dever e violação do direito marítimo.

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Investigadores disseram anteriormente que Lee não estava no comando no momento que a balsa Sewol começou a inclinar acentuadamente na quarta-feira, mas sim um subalterno.

Mandados de prisão foram emitidos nesta sexta-feira contra Lee, o oficial no comando e outro membro da tripulação por não cumprirem o dever de ajudar os passageiros.

O vice-diretor do colégio sul-coreano que acompanhou centenas de alunos na balsa cometeu suicídio, disse a polícia nesta sexta-feira, enquanto diminuíam as esperanças de encontrar vivos qualquer um dos 274 desaparecidos.

* Com informações da AP e Reuters

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