Busca submarina por avião da Malásia pode terminar em uma semana

Por Reuters |

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Esforços se concentram em uma área circular de dez km no leito do Oceano Índico; aeronave desapareceu em 8 de março

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A busca submarina pelo voo MH370 da Malaysia Airlines, concentrada em uma área circular de dez quilômetros no leito do oceano, pode ser finalizada em uma semana, disseram autoridades australianas neste sábado. A Malásia disse que a busca em andamento está em "uma situação muito crítica" e pediu orações por seu sucesso.

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AP
Robô-submarino é preparado para buscar voo desaparecido da Malásia no sul do Oceano Índico (14/4)

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Um veículo não tripulado submarino de grande profundidade da marinha dos Estados Unidos (AUV, na sigla em inglês) está percorrendo um trecho remoto do leito do Oceano Índico em busca de sinais do avião, que desapareceu dos radares em 8 de março com 239 pessoas a bordo.

Depois de mais de um mês sem vestígios de destroços, a busca submarina foi reduzida a uma pequena área perto da localidade onde um dos quatro sinais acústicos que se acredita serem da caixa-preta da aeronave foi detectado em 8 de abril, disseram as autoridades.

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"Contanto que o clima seja favorável para o lançamento e a recuperação do AUV e tenhamos um bom período de utilização do AUV, devemos completar a busca da área submarina em foco dentro de cinco a sete dias", informou a Agência e Centro de Coordenação Conjunta à Reuters por e-mail.

Comandante James Lybrand, à dir., capitão Nick Woods, comandante do navio, à esq., buscam sinais do sinalizador ao sul do Índico (5/04). Foto: APPiloto em caça da Austrália participa das buscas pelo voo da Malásia Airlines no Oceano Índico (4/04). Foto: ReutersCapitão do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), Rob Shearer, lê missão a bordo de caça enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersSargento Sean Donaldson se prepara para implantar marcador de fumaça a bordo do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersMembro da tripulação do Royal New Zealand Air Force (RNZAF) P3 Orion durante as buscas no Índico (4/04). Foto: ReutersTripulante de um Força Aérea Real da Nova Zelândia busca pelo voo desaparecido da Malásia no Índico (1/04). Foto: APPilotos japoneses buscam avião desaparecido da Malásia no Oceano Índico perto da Austrália (1/04). Foto: APVeículo Submarino Autônomo (AUV) no cais da base naval HMAS Stirling em Perth, Austrália, ajuda nas buscas pelos 'pings' do avião malaio (30/03). Foto: APMembro da tripulação Sean Donaldson lança boia com marcação de GPS do avião Royal New Zealand Air Force P-3K2 direto no Índico (29/03). Foto: APSilhueta de um membro da tripulação analisa bloco de notas de outras embarcações que participam das buscas no Índico (29/03). Foto: APImagem divulgadas no dia 16 foram captadas por satélites pela Austrália (28/03). Foto: ReproduçãoMembros da tripulação a bordo do AP-3C Orion, da força aérea australiana,  observam mapas de navegação em busca do voo desaparecido da Malaysia Airlines, no Índico (28/03). Foto: APPotências relutariam em tornar públicas imagens de radar para não revelar tecnologias (28/03). Foto: APSargento Matthew Falanga observa imagens de radar da Força Aérea Australiana durante buscas por destroços do avião da Malaysia Airlines, no Oceano Índico (27/03). Foto: APEngenheiro de voo Ron Day,à dir., a bordo de avião da Força Aérea Australiana, ajuda nas buscas pelo voo da Malaysia Airlines, no Índico (26/03). Foto: APEmpresa britânica Inmarsat recebe 'pings' de aeronaves como a da Malaysia Airlines que sumiu (25/03). Foto: BBCBarco inflável é lançado durante as buscas por destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines, no sul do Índico (23/03). Foto: APAutoridades francesas analisam objetos no oceano índico que podem ser o avião desaparecido da Malaysia Airlines (23/03). Foto: APNavio da Marinha australiana visto da janela de um avião da força aérea da Austrália, enquanto buscam pelo avião desaparecido malaio, no Índico (22/03). Foto: APMilitares da Força Aérea da Austrália participam de buscas por avião desaparecido da Malásia (20/3). Foto: APOficial Lang Van Ngan, das forças armadas do Vietnã, olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlin (14/03). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: Reuters

Mais de duas dezenas de países estão envolvidos na procura pelo Boeing 777, que sumiu dos radares pouco depois de decolar para um voo de Kuala Lumpur para Pequim, no que as autoridades creem ter sido um ato deliberado.

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A Malásia pediu a petroleiras e outras empresas comerciais que forneçam meios de auxílio às buscas depois de ter afirmado anteriormente que mais AUVs podem ser usados.

Após quase duas semanas sem captar nenhum sinal acústico, e muito depois dos trinta dias de expectativa de vida da bateria da caixa-preta, as autoridades apostam cada vez mais no Bluefin-21, veículo não tripulado de US$ 4 milhões da Marinha dos EUA, que neste sábado deve alcançar profundidades inéditas, como já havia feito na sexta-feira.

Mistério: Dez questões ainda não respondidas sobre o voo desaparecido

Como as buscas visuais na superfície do oceano não forneceram provas concretas, o drone, com sua capacidade de mergulhar em grande profundidade com seu sonar "escâner lateral", se tornou a peça central da busca nos dois mil quilômetros a oeste da cidade australiana de Perth.

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