Vice-diretor de escola que tinha alunos em naufrágio na Coreia comete suicídio

Por Reuters |

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Kang Min-gyu, de 52 anos, que foi resgatado do naufrágio de balsa, parece ter se enforcado com seu cinto em uma árvore

Reuters

O vice-diretor da escola de segundo grau sul-coreana que tinha centenas de alunos na balsa naufragada na última quarta-feira cometeu suicídio, disse a polícia nesta sexta-feira (18), quando diminuíram as esperanças de encontrar com vida qualquer um dos 268 passageiros desaparecidos.

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Parente de uma das vítimas, segurando retrato envolto em lençol branco, chora após tributo em Ansan, Coreia do Sul (23/4). Foto: ReutersMergulhadores buscam sobreviventes de naufrágio de balsa na Coreia do Sul (22/4). Foto: BBCParente de passageiro que estava a bordo de balsa naufragada em Seul chora enquanto aguarda informações em porto de Jindo (19/4). Foto: APBoias são rebocadas por um barco da marinha sul-coreana para ser instalada na balsa afundada na Coreia do Sul (18/4). Foto: ReutersCriança é resgatada por policiais marítimos sul-coreanos ao sair do navio 'Sewol', que naufragou em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersCorpo de um dos passageiros da balsa que afundou na região costeira da Coreia do Sul é levado para hospital em Jindo (16/04). Foto: APAdolescentes resgatadas após naufrágio na Coreia do Sul choram em academia para onde foram levadas (16/04). Foto: ReutersMulher se emociona ao ver o nome do filho em lista de sobreviventes na academia para onde eles foram levados, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersUma mãe se emociona ao ver o filho entre os resgatados após naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersHomem é socorrido no porto após ser resgatado de balsa que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEquipes de resgate auxiliam sobrevivente de naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersParente espera por notícias sobre os desaparecidos sozinho, em uma área do porto em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APGrupo de familiares espera por notícias dos desaparecidos após naufrágio, em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APEquipes da guarda costeira resgatam as vítimas de um navio que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: APPassageiros resgatados após naufrágio de balsa na Coreia do Sul são escoltados por equipes de resgate em sua chegada ao porto de Jindo, em Seul (16/04). Foto: APParentes a espera de notícias acompanham as buscas por desaparecidos na Coreia do Sul (16/04). Foto: APFamiliares choram enquanto aguardam por notícias de passageiros desaparecidos após naufrágio, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APOficiais da guarda costeira sul-coreana tentam resgatar passageiros de naufrágio (16/04). Foto: APHelicópteros de resgate sobrevoam balsa de passageiros sul-coreanos que afundou com mais de 450 pessoas, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APBalsa com tripulantes acabou afundando na Coreia do Sul. Maior parte das pessoas a bordo eram estudantes (16/04). Foto: APOficiais marítimos (de preto) tentam resgatar passageiros (com coletes salva-vidas) a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol' (16/04). Foto: ReutersOficial marítimo (de preto) resgata passageiros a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol', que naufragou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEmbarcação estava cheia de estudantes e acabou naufragando na Coreia do Sul. Autoridades marítimas buscam por desaparecidos (16/04). Foto: ReutersBalsa sul-coreana 'Sewol' é vista afundando no mar ao longo de Jindo, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersFamiliares choram enquanto esperam por passageiros desaparecidos de uma balsa que naufragou, no porto Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APDurante as buscas noturnas, autoridades iluminaram região para fazer os primeiros resgates, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersBusca da polícia marítima por passageiros desaparecidos com sinalizadores, após naufrágio da embarcação 'Sewol', na Coreia do Sul (16/04). Foto: Reuters

Kang Min-gyu, de 52 anos, não era visto desde quinta-feira. Ele parece ter se enforcado com seu cinto em uma árvore do lado de fora de um ginásio na cidade portuária de Jindo, onde parentes dos desaparecidos, a maioria alunos da escola, se reúnem.

A polícia informou que Kang não deixou um bilhete de suicida e que começou a procurá-lo depois que um colega professor avisou sobre seu sumiço. Ele foi resgatado da balsa depois que esta afundou na quarta-feira.

Dos 475 passageiros e tripulantes a bordo, 28 foram declarados oficialmente mortos antes do suicídio de Kang, e 179 foram resgatados. A grande maioria dos estudantes era da escola de segundo grau Danwon, nos arredores da capital Seul, e fazia um passeio a uma ilha vizinha.

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Os mergulhadores lutam com marés fortes e águas turvas para chegar à embarcação afundada, mas a probabilidade de encontrar alguém vivo é pequena.

Na escola em Ansan, cidade industrial perto de Seul, muitos amigos e familiares dos desaparecidos se reuniram em silêncio, com soluços ocasionais rompendo a quietude.

"Quando recebi a chamada me contando a notícia, ainda tinha esperança", disse Cho Kyung-mi, que esperava notícias de seu sobrinho de 16 anos na escola.

"Agora ela se foi".

Nas salas de aula dos desaparecidos, colegas deixaram mensagens nas carteiras, lousas e janelas, pedindo a volta em segurança de seus amigos ausentes.

"Se te vir novamente, te direi que te amo, porque não te falei o suficiente", dizia uma mensagem.

Capitão investigado

As investigações sobre o naufrágio, o pior acidente marítimo da Coreia do Sul em 21 anos levando em conta possíveis baixas, concentraram-se na possível negligência da tripulação, em problemas com o armazenamento de bagagem e em defeitos estruturais na embarcação, embora ela parecesse ter passado em todas as verificações de segurança.

O capitão de 69 anos também está sendo investigado depois que testemunhas disseram que ele estava entre os primeiros a escapar da balsa, que fazia uma viagem de 400 quilômetros da cidade portuária de Incheon à ilha turística de Jeju.

De acordo com os investigadores, o capitão Lee Joon-seok não estava na ponte de comando quando a balsa Sewol começou a se inclinar fortemente. Um oficial menos graduado conduzia o leme.

Nesta sexta-feira os promotores emitiram mandados para Lee, o oficial no leme e mais um tripulante por falhar em sua função de ajudar os passageiros.

"Não tenho certeza onde o capitão estava antes do acidente. Mas, logo depois, eu o vi na minha frente correndo de volta para a cabine de comando", disse Oh Young-seok, um dos timoneiros da balsa, que estava de folga e descansava na ocasião.

"Ele me perguntou calmamente o quanto o barco estava inclinado, e tentou reequilibrá-lo", declarou Oh, falando de uma cama de hospital na cidade de Mokpo, para onde os feridos foram levados.

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