Insurgentes pró-Rússia mantêm ocupação no leste da Ucrânia apesar de acordo

Por iG São Paulo |

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Representante afirma que insurgentes só se desarmarão e sairão de prédios ocupados quando governo em Kiev renunciar

Insurgentes pró-Rússia de forma desafiadora rejeitaram nesta sexta-feira entregar suas armas ou deixar prédios públicos no leste da Ucrânia apesar de um acordo diplomático alcançado em Genebra na quinta-feira e de acenos feitos pelo governo em Kiev.

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AP
Ativista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia

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Denis Pushilin, da autonomeada República Popular de Donetsk, disse aos repórteres que os insurgentes em mais de dez cidades não reconhecem o governo interino da Ucrânia como legítimo e não deixarão os prédios até que ele renuncie. Ele reivindicou que os líderes ucranianos abandonem seus próprios prédios públicos.

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O diálogo entre a Ucrânia, a Rússia, os EUA e a União Europeia produziu um acordo na quinta em Genebra para a adoção de passos iniciais com o objetivo de acalmar as tensões na Ucrânia. O ex-líder do país fugiu para a Rússia em fevereiro, e Moscou anexou a Crimeia em março. O acordo de Genebra pede o desarmamento de todos os grupos paramilitares e a devolução imediata de todos os prédios do governo capturados em todo o país.

Veja imagens das forças russas ou pró-Rússia na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Terça: Ucrânia lança operação antiterrorista; grupos pró-Rússia mantêm posições

Pushilin, falando nos quartéis-generais regionais ocupados pelos insurgentes na cidade oriental de Donetsk, disse que o acordo era "razoável", mas insistiu que "todos deveriam esvaziar os prédios", incluindo Arseniy Yatsenyuk e Oleksandr Turchynov, respectivamente o primeiro-ministro e presidente em exercício.

A Ucrânia marcou uma eleição presidencial para 25 de maio, mas Pushilin reiterou uma convocação para realizar um referendo de autodeterminação para a região de Donetsk até 11 de maio. O mesmo tipo de referendo na Crimeia levou à anexação pela Rússia.

A Ucrânia enfrenta meses de tumultos, primeiramente em Kiev por manifestantes irritados com a decisão do presidente deposto Viktor Yanukovych de querer laços mais próximos com Rússia em vez da Europa, e agora no leste europeu por partidários da Rússia. Agora a maioria dos prédios no leste ocupados por insurgentes com apoio tácito de Moscou estão nas mãos de homens armados altamente treinados — situação que complica os planos das autoridades de retomá-los.

Quarta: Insurgentes pró-Rússia capturam veículos blindados da Ucrânia

Pushilin afirmou que os insurgentes não entregarão suas armas até que o governo pare seus esforços de reivindicar os prédios ocupados. "A junta de Kiev já começou a violar os acordos ontem ao anunciar que não recuará suas tropas de Slovyansk e Kramatorsk," afirmou Pushilin, referindo-se a duas cidades ocupadas pela insurgência.

Em um sinal de que o incipiente governo da Ucrânia está pronto para atender a algumas demandas do manifestantes, o presidente e o premiê em exercício emitiram um comunicado conjunto nesta sexta-feira dizendo que o governo ucraniano está "pronto para conduzir uma completa reforma constitucional que assegurará poderes às regiões", dando-lhes mais voz na governança local.

Eles também prometeram "um status especial para a língua russa" e a proteção dos direitos de todos os cidadãos qualquer que seja o idioma que falem. Yatsenyuk também comunicou o Parlamento nesta sexta que o governo esboçou uma lei para oferecer anistia a todos aqueles que desejam entregar suas armas e deixar os prédios ocupados.

A Rússia diz que o governo interino da Ucrânia é ilegítimo, mas não reivindicou que seus líderes abandonem seus gabinetes.

Em Washington, o presidente Barack Obama expressou ceticismo com a promessa russa de que conterá a escalada na volátil situação da Ucrânia, afirmando que os EUA e seus aliados estão prontos para impor mais sanções se Moscou não cumprir seus compromissos.

*Com AP

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