EUA, Rússia e União Europeia alcançam acordo para acalmar tensões na Ucrânia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Pacto prevê desarme de grupos militares ilegais e devolução de de prédios capturados por separatistas às autoridades de Kiev

Importantes diplomatas dos EUA, União Europeia (UE), Rússia e Ucrânia concordaram nesta quinta-feira em adotar passos imediatos para acalmar as tensões na Ucrânia.

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AP
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry (E), cumprimenta chanceler russo, Serguei Lavrov, durante encontro sobre crise na Ucrânia em Genebra

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O acordo, alcançado após sete horas de negociação em Genebra (Suíça), requer que todos os lados não recorram a violência, intimidação ou ações provocativas. Também pede o desarme de todos os grupos militares ilegais e que o controle de prédios capturados por separatistas pró-Rússia seja devolvido às autoridades.

O acordo também prevê que uma anistia seja concedida aos manifestantes pró-Rússia que participam do atual levante contra o governo em Kiev, com exceção daqueles considerados autores de crimes graves.

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O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que as quatro partes trabalharão para estabelecer um diálogo nacional amplo para assegurar que os direitos da população sejam protegidos. Segundo o chanceler russo, a crise deve ser resolvida pelos próprios ucranianos e devem ocorrer reformas constitucionais de longo prazo. 

A Ucrânia está em crise desde a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych em fevereiro depois de meses de protestos por sua decisão de se aproximar de Moscou em vez de assinar um acordo com a UE.

Veja imagens da presença russa e de grupos pró-Rússia na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Terça: Ucrânia lança operação antiterrorista; grupos pró-Rússia mantêm posições

Depois da destituição de Yanukovych, a Rússia anexou a estratégica Península da Crimeia e, nas últimas semanas, separatistas pró-Moscou tomaram o controle de vários prédios do governo no leste ucraniano.

Monitores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa terão a tarefa de ajudar as autoridades ucranianas e as comunidades locais a cumprir com os requerimentos detalhados no acordo. E os planos de Kiev de reformar sua Constituição e transferir mais poder do governo central para as autoridades regionais devem ser inclusivos, transparentes e com prestação de contas — incluindo por meio da criação de um amplo diálogo nacional.

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A tentativa de acordo poderia congelar — pelo menos por enquanto — sanções econômicas que o Ocidente preparou para impor contra a Rússia se as negociações fossem infrutíferas. E amenizaria a pressão internacional tanto em Moscou quanto nas nervosas nações da UE que dependem do gás russo.

O presidente russo, Vladimir Putin, criticou os EUA e seus aliados europeus pelo que chamou de padrão duplo e disse esperar não ter de enviar tropas para a Ucrânia.

Dia 7: Rússia tenta desmembrar a Ucrânia com protestos, acusa governo em Kiev

O governo em Kiev esperava usar as negociações de Genebra — a primeira do tipo sobre a crise que ameaça seu poder — para aplacar a Rússia e acalmar as hostilidades com seu vizinho enquanto os EUA preparam uma nova rodada de sanções para punir Moscou pelo que veem como ações para fomentar o atual tumulto.

Em uma aparição televisionada em Moscou nesta quinta, Putin negou as alegações de que as forças especiais russas fomentam o levante no leste da Ucrânia. Ele caracterizou de "crime" o esforço do governo ucraniano de conter o levante.

*Com AP e BBC

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