Naufrágio de balsa deixa 6 mortos e quase 300 desaparecidos na Coreia do Sul

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Maioria dos passageiros de balsa com 475 pessoas a bordo era de alunos que seguiam para excursão em ilha; há 55 feridos

AP
Barcos de resgate da Coreia do Sul e barcos de pescas tentam resgatar passageiros após naufrágio de balsa na Coreia do Sul

O naufrágio de uma balsa com 475 pessoas a bordo deixou ao menos seis mortos, 55 feridos e 290 desaparecidos nesta quarta-feira na Coreia do Sul. Até agora 179 pessoas foram resgatadas em uma megaoperação que envolve 84 barcos e 18 helicópteros.

Vídeo: Coreia do Sul busca desaparecidos de naufrágio; assista

O alto número de desaparecidos — provavelmente presos na embarcação ou perdidos no oceano — desatou temores de que o número de mortos pode aumentar dramaticamente, transformando este em um dos maiores desastres de balsa na Coreia do Sul desde 1993, quando 292 morreram.

A balsa, com capacidade para 900 passageiros, transportava em sua maioria estudantes. Eles seguiam do porto de Incheon, no noroeste do país, para uma excursão na ilha turística de Jeju, no sul.

Segundo agências de notícias locais, a embarcação emitiu um pedido de socorro por volta das 9h locais de quarta-feira (21h de terça-feira no horário de Brasília) quando estava a 20 quilômetros da ilha de Byungpoong.

Parente de uma das vítimas, segurando retrato envolto em lençol branco, chora após tributo em Ansan, Coreia do Sul (23/4). Foto: ReutersMergulhadores buscam sobreviventes de naufrágio de balsa na Coreia do Sul (22/4). Foto: BBCParente de passageiro que estava a bordo de balsa naufragada em Seul chora enquanto aguarda informações em porto de Jindo (19/4). Foto: APBoias são rebocadas por um barco da marinha sul-coreana para ser instalada na balsa afundada na Coreia do Sul (18/4). Foto: ReutersCriança é resgatada por policiais marítimos sul-coreanos ao sair do navio 'Sewol', que naufragou em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersCorpo de um dos passageiros da balsa que afundou na região costeira da Coreia do Sul é levado para hospital em Jindo (16/04). Foto: APAdolescentes resgatadas após naufrágio na Coreia do Sul choram em academia para onde foram levadas (16/04). Foto: ReutersMulher se emociona ao ver o nome do filho em lista de sobreviventes na academia para onde eles foram levados, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersUma mãe se emociona ao ver o filho entre os resgatados após naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersHomem é socorrido no porto após ser resgatado de balsa que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEquipes de resgate auxiliam sobrevivente de naufrágio na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersParente espera por notícias sobre os desaparecidos sozinho, em uma área do porto em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APGrupo de familiares espera por notícias dos desaparecidos após naufrágio, em Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APEquipes da guarda costeira resgatam as vítimas de um navio que afundou na Coreia do Sul (16/04). Foto: APPassageiros resgatados após naufrágio de balsa na Coreia do Sul são escoltados por equipes de resgate em sua chegada ao porto de Jindo, em Seul (16/04). Foto: APParentes a espera de notícias acompanham as buscas por desaparecidos na Coreia do Sul (16/04). Foto: APFamiliares choram enquanto aguardam por notícias de passageiros desaparecidos após naufrágio, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APOficiais da guarda costeira sul-coreana tentam resgatar passageiros de naufrágio (16/04). Foto: APHelicópteros de resgate sobrevoam balsa de passageiros sul-coreanos que afundou com mais de 450 pessoas, na Coreia do Sul (16/04). Foto: APBalsa com tripulantes acabou afundando na Coreia do Sul. Maior parte das pessoas a bordo eram estudantes (16/04). Foto: APOficiais marítimos (de preto) tentam resgatar passageiros (com coletes salva-vidas) a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol' (16/04). Foto: ReutersOficial marítimo (de preto) resgata passageiros a bordo da balsa sul-coreana 'Sewol', que naufragou na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersEmbarcação estava cheia de estudantes e acabou naufragando na Coreia do Sul. Autoridades marítimas buscam por desaparecidos (16/04). Foto: ReutersBalsa sul-coreana 'Sewol' é vista afundando no mar ao longo de Jindo, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersFamiliares choram enquanto esperam por passageiros desaparecidos de uma balsa que naufragou, no porto Jindo, Coreia do Sul (16/04). Foto: APDurante as buscas noturnas, autoridades iluminaram região para fazer os primeiros resgates, na Coreia do Sul (16/04). Foto: ReutersBusca da polícia marítima por passageiros desaparecidos com sinalizadores, após naufrágio da embarcação 'Sewol', na Coreia do Sul (16/04). Foto: Reuters

Pancada

Ainda não se sabe a causa do acidente, mas alguns passageiros relataram ter ouvido um grande impacto antes de a balsa virar e afundar. "Nós ouvimos uma grande pancada e o barco parou", contou um passageiro ao canal de TV YTN. "A balsa começou a virar e tivemos de nos segurar para conseguir ficar sentados", acrescentou.

Outro passageiro disse que a balsa sacudia enquanto virava e que pessoas caíam umas por cima das outras. A guarda costeira informou que as condições climáticas eram boas no local do naufrágio.

Imagens divulgadas pela televisão local mostram a balsa adernada com apenas uma parte do casco visível. Em outras imagens era possível ver equipes de resgate se equilibrando sobre o casco e puxando estudantes pelas janelas das cabines.

Alguns estudantes relataram ter visto seus colegas pulando na água para se salvar. Muitos deles acabaram resgatados por embarcações comerciais que passavam pelo local. Uma estudante conversou com jornalistas sul-coreanos por telefone enquanto era resgatada. Ela contou que estava sentindo o barco virar e que tinha recebido a orientação para não se mexer porque poderia ser perigoso.

"Não sei muito bem o que está acontecendo, mas fiquei sabendo que meus amigos não conseguiram escapar porque a passagem estava bloqueada pela água."

Dezenas de pais estão aglomerados em uma escola em Incheon, ávidos por notícias, informou a correspondente da BBC em Seul, Lucy Williamson.

*Com BBC e AP

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