Ucrânia lança operação antiterrorista enquanto grupos pró-Rússia mantêm posições

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Líder diz que ação tem o objetivo de barrar tentativas de dividir o país. Manifestantes ocupam prédios e montam barricadas

O presidente em exercício da Ucrânia, Olexander Turchynov, anunciou o início de uma "operação antiterrorismo" contra separatistas pró-Rússia. A operação começou no "norte da região de Donetsk", ele disse ao Parlamento, e está sendo conduzida "estágio por estágio de uma forma responsável".

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AP
Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia

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Sem dar muitos detalhes, Turchynov disse que o objetivo da operação em Donetsk era "proteger os cidadãos ucranianos, parar o terror, o crime e as tentativas de dividir o país". Não está claro, porém, quanto essa medida difere de uma anunciada na segunda-feira, que resultou em nenhuma ação visível.

"Os planos da Federação Russa foram e continuam brutais. Eles não querem apenas Donbass (a região de Donetsk), mas que todo o sul e leste da Ucrânia sejam engolidos pelo fogo", disse Turchynov.

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Tanques ucranianos também foram vistos a uma distância de 70 km de Slovyansk, uma cidade a cerca de 160 km a leste da Rússia que está sob forte controle de atiradores desde sábado. Os militantes pró-Rússia fortificaram suas posições e ergueram novas barricadas e postos de controle na área.

Veja imagens de soldados e milícias pró-Rússia na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Os insurgentes, muitos deles armados, continuaram a ocupar prédios do governo e da polícia em quase nove cidades no leste falante de russo da Ucrânia, reivindicando uma maior autonomia e laços mais estreitos com Moscou. O governo central até agora tem sido incapaz de controlar os insurgentes, já que muitas das forças locais de segurança mudaram para seu lado.

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O tumulto acontece depois de a Rússia anexar a Península da Crimeia no mês passado, após a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych no fim de três meses de protestos pró-Ocidente.

A cidade de Horlivka, não longe da fronteira russa, onde a delegacia foi capturada por atiradores não identificados na segunda, tornou-se a mais recente em uma onda de levantes anti-Kiev no leste da Ucrânia.

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Do lado de fora da delegacia, um cartaz grudado na parede lista os itens pedidos pelos manifestantes, incluindo cobertores, água potável e fita adesiva para cobrir janelas quebradas durante a invasão do prédio. Anatoly Zhurov, 53, disse que o objetivo é resistir ao governo em Kiev.

O braço do Ministério do Interior na região de Donetsk afirmou nesta terça que a delegacia em Kramatorsk que foi capturada por atiradores pró-Rússia foi "liberada", enquanto o aeroporto vizinho continua sob controle da milícia.

A Rússia alertou Kiev para que não recorra à força contra os manifestantes pró-Rússia, afirmando que Moscou poderia abandonar uma conferência internacional programada para esta quinta para discutir a crise.

A Ucrânia contou com fornecimentos baratos de gás da Rússia durante anos. Moscou aumentos os preços do produto para Kiev em semanas recentes, deixando o país com dificuldades para pagar as crescentes contas e as dívidas multibilionárias.

*Com AP

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