Líder diz que ação tem o objetivo de barrar tentativas de dividir o país. Manifestantes ocupam prédios e montam barricadas

O presidente em exercício da Ucrânia, Olexander Turchynov, anunciou o início de uma "operação antiterrorismo" contra separatistas pró-Rússia. A operação começou no "norte da região de Donetsk", ele disse ao Parlamento, e está sendo conduzida "estágio por estágio de uma forma responsável".

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Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia
AP
Ativista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia

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Sem dar muitos detalhes, Turchynov disse que o objetivo da operação em Donetsk era "proteger os cidadãos ucranianos, parar o terror, o crime e as tentativas de dividir o país". Não está claro, porém, quanto essa medida difere de uma anunciada na segunda-feira, que resultou em nenhuma ação visível.

"Os planos da Federação Russa foram e continuam brutais. Eles não querem apenas Donbass (a região de Donetsk), mas que todo o sul e leste da Ucrânia sejam engolidos pelo fogo", disse Turchynov.

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Tanques ucranianos também foram vistos a uma distância de 70 km de Slovyansk, uma cidade a cerca de 160 km a leste da Rússia que está sob forte controle de atiradores desde sábado. Os militantes pró-Rússia fortificaram suas posições e ergueram novas barricadas e postos de controle na área.

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Os insurgentes, muitos deles armados, continuaram a ocupar prédios do governo e da polícia em quase nove cidades no leste falante de russo da Ucrânia, reivindicando uma maior autonomia e laços mais estreitos com Moscou. O governo central até agora tem sido incapaz de controlar os insurgentes, já que muitas das forças locais de segurança mudaram para seu lado.

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O tumulto acontece depois de a Rússia anexar a Península da Crimeia no mês passado, após a queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych no fim de três meses de protestos pró-Ocidente.

A cidade de Horlivka, não longe da fronteira russa, onde a delegacia foi capturada por atiradores não identificados na segunda, tornou-se a mais recente em uma onda de levantes anti-Kiev no leste da Ucrânia.

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Do lado de fora da delegacia, um cartaz grudado na parede lista os itens pedidos pelos manifestantes, incluindo cobertores, água potável e fita adesiva para cobrir janelas quebradas durante a invasão do prédio. Anatoly Zhurov, 53, disse que o objetivo é resistir ao governo em Kiev.

O braço do Ministério do Interior na região de Donetsk afirmou nesta terça que a delegacia em Kramatorsk que foi capturada por atiradores pró-Rússia foi "liberada", enquanto o aeroporto vizinho continua sob controle da milícia.

A Rússia alertou Kiev para que não recorra à força contra os manifestantes pró-Rússia, afirmando que Moscou poderia abandonar uma conferência internacional programada para esta quinta para discutir a crise.

A Ucrânia contou com fornecimentos baratos de gás da Rússia durante anos. Moscou aumentos os preços do produto para Kiev em semanas recentes, deixando o país com dificuldades para pagar as crescentes contas e as dívidas multibilionárias.

*Com AP

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