Supostos extremistas islâmicos sequestram cem alunas na Nigéria

Por iG São Paulo |

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Adolescentes entre 16 e 18 anos normalmente são levadas por insurgentes para atuar como cozinheiras ou escravas sexuais

Supostos extremistas islâmicos sequestraram ao menos cem estudantes de uma escola no nordeste da Nigéria na madrugada desta terça-feira, mas algumas das adolescentes conseguiram escapar da parte traseira aberta de um caminhão, disseram autoridades.

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As meninas foram levadas depois da meia-noite de uma escola em Chibok, às margens da Floresta de Sambisa, que é um reduto insurgente, disse o comissário da polícia estadual de Borno, Tanko Lawan.

Atiradores mataram um soldado e um policial que faziam a guarda da escola, então levaram ao menos cem alunas, disse o Serviço de Segurança Estadual.

Um oficial do governo local afirmou não saber quantas meninas escaparam, mas "muitas" caminharam através dos arbustos de volta a Chibok. As meninas foram amontoadas na traseira de um caminhão aberto e, enquanto ele viajava, algumas agarraram galhos baixos das árvores para fugir, enquanto outras pularam do veículo em baixa velocidade, relatou.

Todas as escolas no Estado de Borno ficaram fechadas há três semanas por causa do aumento do número de ataques de militantes que mataram centenas de estudantes no ano passado. Mas as adolescentes — com idades entre 16 e 18 — foram reconvocadas para os exames finais, explicou um funcionário do governo local. Os extremistas islâmicos as sequestram para usá-las como cozinheiras e escravas sexuais.

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Insurgentes da rede terrorista Boko Haram são responsabilizados por ataques que deixaram mais de 1,5 mil mortos apenas neste ano. O grupo — cujo nome significa "A Educação Ocidental é Proibida" — tem como alvo escolas, mesquitas, igrejas, vilas e centros de agricultura em ataques cada vez mais indiscriminados. Eles também lançaram ações ousadas contra quartéis-generais e bases.

Os extremistas também são acusados pela explosão em um terminal de ônibus na manhã de segunda-feira na capital da Nigéria, que deixou ao menos 75 mortos e 141 feridos.

*Com AP

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