Busca submarina por avião da Malásia pode levar dois meses

Por Reuters |

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Primeira missão tem fim abreviado após robô-submarino exceder profundida máxima; segunda missão ocorre nesta 3ª

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Um robô-submarino dos EUA pode levar até dois meses para vasculhar 600 quilômetros quadrados do leito do Oceano Índico em busca do avião malaio desaparecido em março, disseram autoridades norte-americanas nesta terça-feira.

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Robô-submarino é preparado para buscar voo desaparecido da Malásia no sul do Oceano Índico (14/4)

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A previsão coincide com o fim abreviado da primeira missão do submarino Bluefin-21, que passou seis horas no fundo do mar na segunda-feira. O aparelho teleguiado deveria ter ficado 16 horas em operação, mas excedeu sua profundidade máxima, de 4,5 mil metros, e voltou automaticamente à superfície. A segunda missão foi iniciada nesta terça-feira.

O uso do drone submarino marca uma nova fase nas buscas, agora em ritmo mais lento. Gradualmente, as autoridades planejam encerrar as buscas aéreas e na superfície do mar, pois há poucas esperanças de encontrar destroços flutuantes, e já faz mais de uma semana que os equipamentos militares não recebem sinais eletrônicos que possam ser atribuídos às caixas-pretas - cujas baterias já esgotaram sua vida útil, de 30 dias.

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Comandante James Lybrand, à dir., capitão Nick Woods, comandante do navio, à esq., buscam sinais do sinalizador ao sul do Índico (5/04). Foto: APPiloto em caça da Austrália participa das buscas pelo voo da Malásia Airlines no Oceano Índico (4/04). Foto: ReutersCapitão do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), Rob Shearer, lê missão a bordo de caça enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersSargento Sean Donaldson se prepara para implantar marcador de fumaça a bordo do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersMembro da tripulação do Royal New Zealand Air Force (RNZAF) P3 Orion durante as buscas no Índico (4/04). Foto: ReutersTripulante de um Força Aérea Real da Nova Zelândia busca pelo voo desaparecido da Malásia no Índico (1/04). Foto: APPilotos japoneses buscam avião desaparecido da Malásia no Oceano Índico perto da Austrália (1/04). Foto: APVeículo Submarino Autônomo (AUV) no cais da base naval HMAS Stirling em Perth, Austrália, ajuda nas buscas pelos 'pings' do avião malaio (30/03). Foto: APMembro da tripulação Sean Donaldson lança boia com marcação de GPS do avião Royal New Zealand Air Force P-3K2 direto no Índico (29/03). Foto: APSilhueta de um membro da tripulação analisa bloco de notas de outras embarcações que participam das buscas no Índico (29/03). Foto: APImagem divulgadas no dia 16 foram captadas por satélites pela Austrália (28/03). Foto: ReproduçãoMembros da tripulação a bordo do AP-3C Orion, da força aérea australiana,  observam mapas de navegação em busca do voo desaparecido da Malaysia Airlines, no Índico (28/03). Foto: APPotências relutariam em tornar públicas imagens de radar para não revelar tecnologias (28/03). Foto: APSargento Matthew Falanga observa imagens de radar da Força Aérea Australiana durante buscas por destroços do avião da Malaysia Airlines, no Oceano Índico (27/03). Foto: APEngenheiro de voo Ron Day,à dir., a bordo de avião da Força Aérea Australiana, ajuda nas buscas pelo voo da Malaysia Airlines, no Índico (26/03). Foto: APEmpresa britânica Inmarsat recebe 'pings' de aeronaves como a da Malaysia Airlines que sumiu (25/03). Foto: BBCBarco inflável é lançado durante as buscas por destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines, no sul do Índico (23/03). Foto: APAutoridades francesas analisam objetos no oceano índico que podem ser o avião desaparecido da Malaysia Airlines (23/03). Foto: APNavio da Marinha australiana visto da janela de um avião da força aérea da Austrália, enquanto buscam pelo avião desaparecido malaio, no Índico (22/03). Foto: APMilitares da Força Aérea da Austrália participam de buscas por avião desaparecido da Malásia (20/3). Foto: APOficial Lang Van Ngan, das forças armadas do Vietnã, olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlin (14/03). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: Reuters

O Boeing que fazia o voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu em 8 de março com 239 pessoas a bordo, cerca de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim. Radares militares indicam que o avião, após ter seus instrumentos de localização desligados, mudou de rota. As buscas estão concentradas em uma vasta área do Índico, cerca de 1.550 quilômetros a noroeste de Perth, na Austrália.

A nova etapa das buscas deve ser mais lenta. "O AUV (veículo submarino autônomo, na sigla em inglês) leva seis vezes mais tempo para cobrir a mesma área do que o localizador rebocado de sinais (outro instrumento que vinha sendo usado nas buscas). Estima-se que o AUV levará algo entre seis semanas e dois meses para varrer toda a área de buscas", disse em nota Daniel Marciniak, porta-voz da Sétima Frota Naval dos EUA, que participa das buscas.

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Nas seis horas iniciais de buscas, o Bluefin-21 não encontrou nada interessante, segundo Marciniak. O robô, que leva duas horas para descer ao fundo do mar e outras duas para subir, além de várias horas para descarregar os dados colhidos, vai traçar um detalhado mapa do leito marinho, usando um sonar. No ano passado, essa técnica permitiu a localização de um caça F-15 dos EUA que havia caído na costa do Japão.

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