Governo põe cidade portuária sob controle militar; incêndio florestal iniciado no fim de semana matou 15 e desalojou 11 mil

Com toda Valparaíso sob controle militar no início desta terça-feira, 5 mil bombeiros, policiais, guardas florestais, soldados, marinheiros e funcionários da defesa civil se uniram em uma luta contra incêndios florestais que atingem as colinas dessa pitoresca cidade portuária do Chile.

Segunda: Chile ainda tenta controlar incêndio

 Gato queimado por incêndio em Valparaíso, Chile, é tratado por veterinários voluntários (14/4)
AP
Gato queimado por incêndio em Valparaíso, Chile, é tratado por veterinários voluntários (14/4)

Domingo: Incêndio destrói cerca de 500 casas e deixa ao menos 11 mortos no Chile

A agência florestal do Chile previu que poderia levar três semanas para extinguir completamente os incêndios.

Helicópteros e aviões jogaram água sobre os focos de incêndio e ruínas em chamas de algumas vizinhanças pobres durante toda a segunda-feira, o terceiro dia desde que o fogo primeiramente apareceu em uma ravina florestal nos arredores de Valparaíso e então rapidamente se espalhou com ventos fortes, transformando favelas em cinzas.

O número de mortos subiu para 15 na segunda-feira. Mais de 500 pessoas estão sendo tratadas em hospitais, em sua maioria por causa da inalação de fumaça. Estimadas 11 mil pessoas ficaram desalojadas enquanto o número de casas destruídas passou de 2,5 mil.

Veja imagens do incêndio no Chile:

Os focos de incêndio têm sido tão quentes que criam seus próprios ventos, espalhando as chamas que consumiram bairros inteiros de habitações fracas. Residências permaneceram incólumes em outros distritos, mas ainda continuam em perigo por causa de cinzas ardentes sendo levadas pelo ar.

"Estamos vendo a maior operação já reunida contra um incêndio desse tipo", disse a presidente chilena, Michelle Bachelet. Ela afirmou que as chamas cresceram para "dimensões nunca vistas antes". 

Bachelet, que por decreto colocou a cidade sob controle militar, coordenou a resposta de emergência com seu gabinete, cancelando uma viagem à Argentina e ao Uruguai.

Algumas pessoas deixaram os abrigos montados pelas autoridades e voltaram para suas casas para apenas encontrar ruínas. Centenas de voluntários subiram as colinas para carregar garrafas de água e pás para ajudar as vítimas a remexer nos destroços.

As escolas foram fechadas, algumas delas danificadas pelo fogo, outras lotadas com desalojados.

*Com AP

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