WPost e Guardian ganham Pulitzer por revelar espionagem de agência dos EUA

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Quatro jornalistas são premiados por matérias que revelaram esforços indiscriminados de monitoramento da americana NSA

O jornais The Washington Post e The Guardian ganharam nesta segunda-feira o Prêmio Pulitzer de serviço público por revelar os indiscriminados esforços de monitoramento do governo dos EUA em reportagens baseadas em milhares de documentos secretos vazados pelo ex-prestador de serviços da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden.

Leia: Relembre as principais denúncias sobre os programas de espionagem dos EUA

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Jornalista do Washington Barton Gellman fala com seus colegas de redação após anúncio de que foi um dos vencedores do Prêmio Pulitzer

Janeiro: Obama anuncia limites a programas de espionagem dos EUA

A maior honraria do jornalismo americano, os Pulitzers são concedidos anualmente pela Universidade Columbia sob a recomendação de uma comissão de prestigiosos jornalistas e outros profissionais.

O Pulitzer de notícia urgente foi dado ao The Boston Globe por sua cobertura "incansável" do ataque à Maratona de Boston e a subsequente caçada aos responsáveis.

As matérias vencedoras sobre os programas de espionagem da NSA revelaram que o governo coletou informação de milhões de telefones e emails de americanos com base em sua interpretação confidencial das leis aprovadas após os ataques do 11 de Setembro.

As revelações desencadearam um debate furioso nos EUA sobre a privacidade versus a segurança e levaram o presidente Barack Obama a impor limites ao monitoramento.

Primeira vez desde escândalo: Repórteres do caso Snowden vão aos EUA

AP
Laura Poitras e Glenn Greenwald, principais repórteres que revelaram escândalo de espionagem dos EUA, são vistos após receber George Polk Award em Nova York (11/4)

As reportagens foram escritas por Barton Gellman, no Washington Post, e Glenn Greenwald, Laura Poitras e Ewan MacAskill, cujo trabalho foi publicado pelo The Guardian US, a operação americana no jornal britânico, com base em Nova York.

"É uma notícia incrível", disse Poitras em Novqa York. "É um testamento à coragem de Snowden, uma retribuição à sua coragem e a seu desejo de deixar o público saber o que o governo está fazendo."

Snowden foi acusado de espionagem e outras ofensas nos EUA e poderia ser condenado a 30 anos se condenado. A Rússia lhe concedeu um asilo temporário.

O prêmio ao Boston Globe foi concedido um dia antes do aniversário de um ano do ataque, que deixou três mortos e mais de 260 feridos perto da linha de chegada.

*Com AP

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