Ucrânia pede tropas de paz da ONU no leste; UE imporá mais sanções contra russos

Por iG São Paulo |

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Pedido é feito enquanto Kiev se mostra impotente para conter protestos em ao menos nove cidades na região oriental do país

O presidente em exercício da Ucrânia, Oleksandr Turchynov, pediu à ONU nesta segunda-feira que envie tropas de paz ao leste do país, onde atiradores pró-Rússia mantiveram sua ação de invadir e ocupar escritórios locais do governo, delegacias de polícia e um pequeno aeroporto.

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AP
Ativista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia

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O pedido veio de um governo que se provou impotente para controlar os separatistas em suas regiões leste e sul, onde insurgentes capturaram ou montaram barricadas em ao menos nove cidades, reivindicando mais autonomia em relação ao novo governo em Kiev e vínculos mais próximos com a Rússia.

O governo em Kiev e as autoridades ocidentais acusaram a Rússia de instigar o tumulto e de posicionar agentes armados russos à paisana para incitá-los.

Em um telefonema ao secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, Turchynov sugeriu que uma "operação antiterrorista" seja conduzida em conjunto com forças de segurança ucranianas e tropas de paz da ONU, de acordo com o site presidencial. As tropas de paz, porém, teriam de ser autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU, onde a Rússia tem poder de veto.

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O ultimato imposto por Turchynov para que os insurgentes entregassem suas armas e abandonassem suas barricadas passou nesta segunda-feira sem uma ação visível — em vez disso, a violência continuou. Uma multidão pró-Rússia invadiu uma delegacia de polícia em Horlivka, outra cidade perto da fronteira russa. Mais tarde, homens armados com máscaras também tomaram o controle de um pequeno aeroporto nos arredores da cidade de Slovyansk, também na região de Donetsk, na divisa com a Rússia.

Veja imagens de soldados e milícias pró-Rússia na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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os eventos ecoaram aqueles na Crimeia, que foi anexada pela Rússia no mês passado, depois que instalações regionais essenciais foram controladas por soldados russos auxiliados por milicianos locais.

Os acontecimentos surgiram no mesmo dia em que chanceleres da União Europeia (UE) decidiram que imporão mais sanções contra russos por meio de congelamentos de bens e proibições de visto como um sinal de sua oposição à política de Moscou em relação à Ucrânia.

O nome das pessoas atingidas ainda não foi divulgado. Na quinta-feira (17), diplomatas dos EUA, Rússia, UE, Ucrânia e Suíça se reúnem em Genebra para negociações sobre a crise. A Rússia alertou o governo em Kiev para não usar a força contra os protestos armados no leste, afirmando que isso prejudicaria a conferência em Genebra.

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Desde que o presidente pró-Rússia da Ucrânia Viktor Yanukovych fugiu para a Rússia no final de fevereiro, Moscou reivindicou que a Ucrânia mude sua Constituição para transformar o país em um Estado levemente federal. A Ucrânia reagiu dizendo que não é papel de seu vizinho lhe dizer que tipo de governo o país tem de ter.

Depois que pôs fim a demandas para a realização de um referendo separatista no leste, Turchynov indicou nesta segunda-feira que era possível realizar um referendo nacional sobre o status da Ucrânia. Ele disse que tal votação poderia ocorrer em 25 de maio, juntamente com a eleição presidencial. Turchynov expressou confiança de que os ucranianos votarão contra transformar o país em uma federação e contra dividi-lo.

*Com AP

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