Submarino será usado pela primeira vez nas buscas por avião da Malásia

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Bluefin-21, veículo submarino de 5 metros, vai mapear área no Índico atrás de destroços do voo que sumiu há mais de um mês

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Equipes que buscam pelo avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde o dia 8 de março, vão enviar pela primeira vez um veículo submarino autônomo para procurar destroços da aeronave no fundo do mar.

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Missão com o Bluefin-21 vai começar 'o mais rapidamente possível'


Hipótese: Autoridades investigam se copiloto ligou celular antes de voo desaparecer

O chefe da missão, o marechal australiano Angus Houston, disse que a operação com o Bluefin-21 vai começar "o mais rapidamente possível". Houston acrescentou que o fato de que novos sinais acústicos da caixa-preta não tenham sido detectados desde o dia 8 de abril faz com que as buscas passem agora para debaixo da superfície.

O Bluefin-21 tem quase cinco metros de comprimento e a vai elaborar um mapa sonar do leito do mar na região de buscas definida pelos "pings" detectados na semana passada.

Autoridades acreditam que estes sinais, identificados pelo "towed ping locator" (localizador de ping rebocado) instalado no navio australiano Ocean Shield, são compatíveis com ruídos emitidos por caixas-pretas.

"A análise de quatro sinais permitiu a definição de uma área de buscas mais reduzida e manejável", disse Houston.

Processo 'longo de doloroso'

O marechal advertiu que as buscas com o Bluefin serão um processo "longo e doloroso", que, no final, poderá não surtir resultados.

Confira fotos das buscas pelo Boeing da Malaysia Airlines

Comandante James Lybrand, à dir., capitão Nick Woods, comandante do navio, à esq., buscam sinais do sinalizador ao sul do Índico (5/04). Foto: APPiloto em caça da Austrália participa das buscas pelo voo da Malásia Airlines no Oceano Índico (4/04). Foto: ReutersCapitão do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), Rob Shearer, lê missão a bordo de caça enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersSargento Sean Donaldson se prepara para implantar marcador de fumaça a bordo do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersMembro da tripulação do Royal New Zealand Air Force (RNZAF) P3 Orion durante as buscas no Índico (4/04). Foto: ReutersTripulante de um Força Aérea Real da Nova Zelândia busca pelo voo desaparecido da Malásia no Índico (1/04). Foto: APPilotos japoneses buscam avião desaparecido da Malásia no Oceano Índico perto da Austrália (1/04). Foto: APVeículo Submarino Autônomo (AUV) no cais da base naval HMAS Stirling em Perth, Austrália, ajuda nas buscas pelos 'pings' do avião malaio (30/03). Foto: APMembro da tripulação Sean Donaldson lança boia com marcação de GPS do avião Royal New Zealand Air Force P-3K2 direto no Índico (29/03). Foto: APSilhueta de um membro da tripulação analisa bloco de notas de outras embarcações que participam das buscas no Índico (29/03). Foto: APImagem divulgadas no dia 16 foram captadas por satélites pela Austrália (28/03). Foto: ReproduçãoMembros da tripulação a bordo do AP-3C Orion, da força aérea australiana,  observam mapas de navegação em busca do voo desaparecido da Malaysia Airlines, no Índico (28/03). Foto: APPotências relutariam em tornar públicas imagens de radar para não revelar tecnologias (28/03). Foto: APSargento Matthew Falanga observa imagens de radar da Força Aérea Australiana durante buscas por destroços do avião da Malaysia Airlines, no Oceano Índico (27/03). Foto: APEngenheiro de voo Ron Day,à dir., a bordo de avião da Força Aérea Australiana, ajuda nas buscas pelo voo da Malaysia Airlines, no Índico (26/03). Foto: APEmpresa britânica Inmarsat recebe 'pings' de aeronaves como a da Malaysia Airlines que sumiu (25/03). Foto: BBCBarco inflável é lançado durante as buscas por destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines, no sul do Índico (23/03). Foto: APAutoridades francesas analisam objetos no oceano índico que podem ser o avião desaparecido da Malaysia Airlines (23/03). Foto: APNavio da Marinha australiana visto da janela de um avião da força aérea da Austrália, enquanto buscam pelo avião desaparecido malaio, no Índico (22/03). Foto: APMilitares da Força Aérea da Austrália participam de buscas por avião desaparecido da Malásia (20/3). Foto: APOficial Lang Van Ngan, das forças armadas do Vietnã, olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlin (14/03). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: Reuters

Investigação: Buscas por voo da Malásia são limitadas à área do tamanho de Sergipe

Cada missão do Bluefin-21 vai durar ao menos 24 horas, das quais 16 horas serão gastas no fundo do mar, quatro para chegar até o local e voltar à superfície e mais quatro para baixar as informações recolhidas.

A aeronave fazia a rota de Kuala Lumpur, na Malásia, a Pequim, na China, quando desapareceu, no último dia 8 de março, com 239 pessoas a bordo. Tudo indica que o avião caiu no sul do Oceano Índico, mas até agora nenhum destroço foi achado.

As buscas envolvem mais de 20 países e estão sendo comandadas pela Austrália e coordenadas a partir da cidade australiana de Perth. Além dos sinais, o Ocean Shield também identificou uma mancha de óleo na mesma área onde os sinais foram ouvidos. Uma amostra do material foi enviada para teste.

Autoridades ainda não sabem porque o avião foi desviado de sua rota original e correm contra o tempo para recuperar a caixa-preta, cujas baterias expiram em cerca de 30 dias. Desde que o avião sumiu já se passaram 36 dias.

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