Polícia francesa exige exame de DNA de 527 homens após estupro em escola

Por iG São Paulo |

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Jovem sofreu abuso na escola La Rochelle, sudoeste da França. Estudantes também estão sendo submetidos aos testes de DNA

A polícia francesa exigiu que estudantes do sexo masculino e funcionários de uma escola no sudoeste da França - 527 pessoas no total - façam exames de DNA enquanto autoridades procuram pelo autor de estupro contra uma aluna.

O mutirão de DNA começou nesta segunda-feira (14) em La Rochelle e até agora ninguém se recusou a participar, de acordo com a promotora Isabelle Pagenelle. Anteriormente, ela já havia avisado que quem se recusar a participar será considerado suspeito e pode ser levado em custódia policial.

O teste realizado em estudantes do sexo masculino, professores e funcionários da escola Fenelon-Notre Dame devem acontecer até quarta-feira (16). Isabelle informou que os investigadores esgotaram sua lista de suspeitos pelo estupro, que ocorreu no dia 30 de setembro em um banheiro da escola.

A polícia recuperou o material genético de roupas da menina, mas não encontrou sinais do estuprador no banco de dados de DNA do país. A França tem uma extensa base de dados de DNA, com um total de 2 milhões de perfis em arquivo a partir de 2012 - cerca de 3% da população.

"Isso aconteceu durante o dia em um espaço restrito da escola," afirmou Chantal Devaux, diretor da escola católica romana privada, durante coletiva. "A decisão de ter uma amostra grande como essa porque era a única maneira de avançar na investigação."

Foram chamados para participar dos testes 475 estudantes, 31 professores e outros 21 homens - funcionários ou pessoas que estavam no campus no momento. O escritório de Isabelle, que exigiu a autorização dos pais para os menores de idade se submeterem ao exame, diz que vai descartar qualquer resultado de DNA eliminado da lista de suspeitos.

“Achamos que há uma forte probabilidade de que é alguém aqui de dentro, ou pelo menos alguém que conhece o edifício muito bem ", disse a promotora.

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