Milícias pró-Rússia ignoram ultimato da Ucrânia e mantêm ocupação

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Presidente ucraniano ameaçou enviar soldados para retirar os grupos; EUA sugerem que Rússia está por trás das ações no país

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Milicianos pró-Rússia continuam a ocupar edifícios do governo em cidades no Leste da Ucrânia, ignorando um ultimato feito pelo presidente interino do país, Olexander Turchynov. Turchynov havia prometido lançar uma ofensiva militar caso os edifícios não fossem liberados até as 9h locais (3h em Brasília) desta segunda-feira (14).

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AFP
Em reunião de emergência, embaixador russo disse que governo ucraniano não ouve opiniões do leste do país


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Ele disse que as forças de segurança lançariam uma "operação antiterrorista em larga escala" contra os homens armados que tomaram as instalações. Mas, segundo correspondentes, não há sinais de que os rebeldes teriam abandonado suas posições ou de que qualquer movimentação de forças do governo na região de Donetsk, principal região no leste do país.

Em Sloviansk, onde confrontos resultaram na morte de um oficial ucraniano, milicianos pró-Rússia continuam ocupando uma delegacia de polícia. Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em Nova York, a Rússia advertiu a Ucrânia contra o uso da força no Leste do país. O embaixador russo, Vitaliy Churkin, pediu a Kiev que "inicie um diálogo genuíno".

Já o embaixador ucraniano na ONU, Yuriy Sergeyev, acusou Moscou de criar uma "crise artificial" no leste do país.

Falta de credibilidade

A nova administração ucraniana luta para conseguir impor sua autoridade no leste do país, onde várias cidades tiveram prédios públicos tomados por grupos pró-Rússia no final de semana.

Sloviansk, na região de Donetsk, está completamente cercada por barricadas e postos de controle foram instalados por milicianos pró-Rússia nas principais estradas que levam à cidade.

Apesar de Kiev ter prometido retomar o controle de Sloviansk, uma operação militar no local poderia desencadear uma reação da Rússia, que tem dezenas de milhares de tropas estacionadas perto de fronteira com a Ucrânia. Durante a sessão na ONU, o embaixador russo Vitaliy Churkin disse que "há neonazistas e antissemitas nas fileiras do governo autoproclamado em Kiev".

Confira fotos da ocupação russa na Ucrânia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

ONU: Reunião de emergência para tratar da crise no Leste da Ucrânia

E acrescentou que opiniões e interesses dos manifestantes no leste da Ucrânia não estavam sendo levados em consideração. Ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reúnem na tarde desta segunda-feira em Luxemburgo para discutir a crise na Ucrânia.

'Ficção'

Os Estados Unidos disseram que a Rússia está "espalhando ficção" e que os eventos da última semana espelham os que antecederam a anexação da Crimeia. "Nós sabemos quem está por trás disto", disse Samantha Power, representante permanente dos Estados Unidos na ONU.

Ela disse que os Estados Unidos estarão presentes em uma reunião marcada para quinta-feira (17) em Genebra para discutir a crise, mas argumentou que o sucesso das negociações vai depender das explicações da Rússia a respeito do envio de 40 mil homens para a fronteira leste da Ucrânia.

O presidente Turchynov diz que não permitirá uma repetição no leste do país do que aconteceu com a Crimeia, que foi anexada pela Rússia no mês passado. O leste da Ucrânia tem uma grande comunidade cuja língua é predominantemente o russo e tem sido palco de vários protestos desde a queda do ex-presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych, em fevereiro.

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