Ucrânia tenta desalojar rebeldes pró-Rússia e anuncia mortes em ambos os lados

Por iG São Paulo |

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Ministro do Interior afirmou que houve confronto entre manifestantes pró e contra as ações da Rússia no país

As forças de segurança da Ucrânia lançaram neste domingo (13) uma operação para desalojar separatistas pró-Rússia da sede da polícia na cidade de Slaviansk, no leste do país. Kiev afirmou que houve mortos em ambos os lados do combate, que classifica como um ato de agressão por parte de Moscou.

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AP
Ativistas pró-Rússia caminham durante uma manifestação na Ucrânia, neste domingo

A Ucrânia enfrenta uma onda de rebeliões no leste, que diz serem inspiradas e dirigidas pelo Kremlin. Mas, com suas medidas para desalojar os militantes armados, corre o risco de levar o impasse para uma nova e perigosa fase, depois de Moscou ter advertido que protegerá falantes de russo na região que forem eventualmente atacados.

Um funcionário de segurança do Estado ucraniano foi morto e cinco ficaram feridos no lado do governo durante o que o ministro do Interior, Arsen Avakov, chamou de operação "anti- terrorista" neste domingo.

"Houve mortos e feridos em ambos os lados", disse Avakov em sua página no Facebook, acrescentando que ocorreu um "número não identificável" de baixas entre os separatistas, que estavam sendo apoiados por cerca de mil pessoas.

Kiev acusa Moscou de tentar aprofundar a violência e o caos na Ucrânia, uma ex-república soviética. O Kremlin, segundo diz, quer minar a legitimidade das eleições presidenciais em 25 de maio, que pretendem conduzir o país de volta a um cotidiano normal, após meses de turbulência.

Um repórter da Reuters em Slaviansk, a cerca de 150 quilômetros da fronteira com a Rússia, disse que dois helicópteros militares sobrevoavam a sede da polícia da cidade, onde os militantes estavam alojados.

Mais cedo, Avakov recomendou que moradores fiquem em suas casas. "Passem esta mensagem a todos os civis: eles devem deixar o centro da cidade, não sair de seus apartamentos e não ir para perto das janelas", escreveu em sua página no Facebook.

Na cidade vizinha de Kramatorsk, militantes trocaram tiros com a polícia na noite de sábado. Não houve confirmação de que alguém tenha sido ferido.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Mediador

A Casa Branca disse que o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viajará para Kiev neste mês para mostrar apoio ao governo ucraniano. A viagem de Biden ocorrerá em um momento em que autoridades norte-americanas têm expressado preocupação sobre a "violência e sabotagem" cometidas no leste da Ucrânia por militantes que, segundo eles, são aparentemente apoiados pela Rússia.

Biden, com viagem para Kiev marcada para 22 de abril, será o mais alto funcionário dos EUA a visitar o país desde o início da crise. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, falou por telefone com o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, disse o Departamento de Estado norte-americano.

Durante o telefonema, Kerry "mostrou forte preocupação de que os ataques por militantes armados do leste da Ucrânia em 12 de abril tenham sido orquestrados e sincronizados, semelhantes a ataques anteriores ao leste da Ucrânia, na Crimeia", disse um alto funcionário do Departamento de Estado, falando anonimamente.

* Com informações da Reuters

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