Os separatistas exigem a unificação com a Rússia ou, pelo menos, um referendo sobre uma maior autonomia regional

Agência Brasil

Secretário de Estado John Kerry expressou a sua grande preocupação nos ataques de sábado (12)
AP
Secretário de Estado John Kerry expressou a sua grande preocupação nos ataques de sábado (12)

O secretário de Estado norte-americano John Kerry disse neste domingo (13) que a Russia enfrentará “consequências adicionais” se não reduzir as tensões com a Ucrânia e retirar as tropas da fronteira. Ativistas pró-russos tomaram, no sábado, a sede regional do Ministério do Interior e também as esquadras da polícia em três cidades da região de Donetsk, no Sudeste russófono da Ucrânia.

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“Os militantes estavam equipados com armas especializadas russas, com os mesmos uniformes que vestiam as forças russas que invadiram a Crimeia”, disse um responsável do Departamento de Estado.

“Kerry expressou a sua grande preocupação nos ataques de sábado (12) por parte de militantes armados no Leste da Ucrânia terem sido orquestrados e sincronizados, de forma idêntica a ataques anteriores no Leste da Ucrânia e na Crimeia”, indicou a fonte em comunicado.

No sábado, cerca de 200 manifestantes pró-russos armados de bastões tomaram a sede da polícia em Donetsk, cidade no Leste da Ucrânia. Os manifestantes não encontraram resistência e algumas dezenas de membros da força antimotim enviados para proteger o edifício foram vistos com faixas preta e laranja, as cores dos apoiantes da Rússia.

Também no sábado (12), pró-russos tomaram a sede dos serviços de segurança de Slavjansk, cidade a 120 km de Donetsk, depois de já terem ocupado uma esquadra de polícia. Há quase uma semana, os separatistas tomaram a sede do Governo regional de Donetsk.

O ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, anunciou na sua página na rede social Facebook o envio de “forças especiais” para darem uma “resposta firme” aos “terroristas”. A presidente da câmara de Slaviansk, na província de Donetsk, Nelly Chtepa alertou: “Estamos todos de acordo”, disse e acrescentou que “a cidade inteira irá defender os rapazes que tomaram o edifício”.

Os separatistas exigem a unificação com a Rússia ou, pelo menos, um referendo sobre uma maior autonomia regional. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu no sábado calma e diálogo a todas as partes envolvidas na crise da Ucrânia para reduzirem a tensão e resolverem as divergências.

No dia 22 de abril, o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, visita a Ucrânia para reforçar o apoio dos Estados Unidos a Kiev e tomar medidas para melhorar a segurança energética do país.

*Com informações da Agência Lusa

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