Autoridades investigam se copiloto teria ligado celular antes de voo desaparecer

Por Reuters |

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Jornal da Malásia citou fontes da investigação segundo as quais uma tentativa de ligação do copiloto foi registrada por uma torre de celular antes do avião desviar sua rota no Índico

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Investigadores do desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines suspeitam que o copiloto da aeronave tentou fazer uma ligação com seu celular depois que o avião foi desviado da rota, publicou neste sábado (12) o jornal New Straits Times, da Malásia, citando fontes não identificadas.

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O jornal citou fontes da investigação segundo as quais a tentativa de ligação do copiloto Fariq Abdul Hamid foi registrada por uma torre de celular enquanto o avião estava a cerca de 200 milhas náuticas a nordeste da costa oeste do Estado de Penang. A região foi o último local em que o radar fez contato com o avião desaparecido, às 2h15 da manhã de 8 de março.

"A torre da empresa de telecomunicações registrou a ligação que ele estava tentando fazer. Mas a ligação foi cortada porque a aeronave voava rapidamente, e não entrou na cobertura de outra torre", disse o New Straits Times citando uma fonte não identificada.

Autoridades governamentais não puderam ser imediatamente contatadas para comentar a informação. O New Straits Times citou o ministro dos Transportes, Hishammuddin Hussein, segundo o qual a informação precisaria ser verificada.

Mas ele questionou a notícia, dizendo que se isso tivesse acontecido, "nós já teríamos ficado sabendo antes".

O jornal citou outras fontes ligadas à investigação, afirmando que o sinal do celular de Fariq foi captado, mas que poderia ser o aparelho sendo desligado, e não sendo usado em uma ligação.

Veja o desespero das famílias dos desaparecidos em busca de notícias:

Parentes de passageiros chineses do voo desaparecido da Malásia choram durante protesto em frente de embaixada do país em Pequim (25/3). Foto: APIrmã de passageiro de avião desaparecido da Malásia chora ao assistir programa sobre o voo MH370 em sua casa em Medan, Sumatra do Norte, Indonésia (25/3). Foto: APChinesa é amparada por seus familiares após pronunciamento do premiê malaio que confirmou a queda do voo da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: APChinesa entra em desespero ao saber que o avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no oceano Índico, após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: APParentes das vítimas do voo se desesperam ao saber da queda do avião no Índico, em Pequim, China. Foto: ReutersHomem se desespera ao saber que avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamiliares não se conformam com a queda do avião da Malaysia Airlines. Na foto, parentes após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersParente de passageiro do voo da Malaysia Airlines fica em estado de choque ao saber que avião caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamílias dos passageiros são amparados após saberem da queda do avião em coletiva de imprensa na China. Foto: ReutersFamiliares se abraçam após saberem da queda do voo desaparecido da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: ReutersMulher chora durante coletiva de imprensa sobre o desaparecimento do voo da Malaysia Airlines durante coletiva de imprensa na China (22/03) . Foto: ReutersFamiliar de um dos passageiros a bordo do voo desaparecido da Malaysia Airlines aguarda por novas informações em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes das vítimas do voo da Malaysia Airlines rezam enquanto aguardam por mais informações, em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes dos passageiros a boardo do voo da Malaysia Airlines assistem à noticiário sobre o avião em Pequim, China (17/03) . Foto: APParentes dos chineses a bordo do avião que havia desaparecido aguardam notícias em Pequim, China (março/2014). Foto: APFamiliares dos passageiros a bordo do voo da Malaysia Airlines deixam sala de hotel após reunião com oficiais malaios, em Pequim, China (março/2014). Foto: APParente de um dos passageiros chineses no voo da Malaysia Airlines chora em frente de jornalistas em Sepang, Malásia (março/2014). Foto: AP

A Malásia está focando em sua investigação criminal do pessoal de cabine e pilotos do avião - o capitão de 53 anos Zaharie Ahmad Shah e Fariq, de 27 anos - depois de desvincular qualquer dos 227 passageiros de envolvimento, disse a polícia.

Investigadores acreditam que pessoas com conhecimento detalhado do funcionamento do Boeing 777-200ER e de aviação comercial desligaram os sistemas de comunicação do avião antes de desviá-lo de sua rota.

As buscas pelo avião no sudeste do Oceano Índico prosseguiam neste sábado, em meio a temores de que as baterias das caixas pretas podem ter acabado.

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