Venezuela convida número 2 do Vaticano para mediar crise política com oposição

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Nuncio apostólico na Venezuela e três chanceleres do Unasul, incluindo o do Brasil, participam de diálogo que começa na 5ª

O governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convidou nesta quarta-feira o número dois do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, para ser um dos mediadores em rodadas de diálogo com a oposição que começam na quinta-feira.

Março: Vaticano tem a intenção de ajudar diálogo entre Venezuela e oposição

AP
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (D), reúne-se com o arcebispo do país, Diego Rafael Padrón Sánchez (C), e o cardeal Pietro Parolin em Caracas (14/6/2013)

Terça: Governo da Venezuela se reunirá com oposição para discutir crise política

Maduro e representantes da oposição se reuniram por mais de três horas na terça-feira para definir as bases de uma rodada de discussão sobre a crise política que, desde fevereiro, deixou 39 mortos e centenas de feridos e detidos, segundo dados do governo.

Sexta: Venezuela acusa o líder da oposição, Leopoldo López, por quatro crimes

"Desejamos transmitir o convite do presidente Nicolás Maduro (...) com o propósito de que participe nos processos de diálogo entre representantes do governo e a oposição venezuelana por meio da designação de sua pessoa como testemunha de boa-fé", disse um comunicado da Chancelaria venezuelana ao religioso italiano.

Veja imagens dos protestos na Venezuela:

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

Cenário: Cresce desconfiança e cai apoio do Brasil à Venezuela sob Maduro

Parolin foi nomeado secretário de Estado da Santa Sé, o cargo mais importante do Vaticano depois do de papa, em agosto del 2013, depois de trabalhar desde meados de 2009 como nuncio apostólico na Venezuela.

Sem fornecer mais detalhes, um porta-voz do Vaticano disse à agência Reuters que a Igreja estava "disposta" a mediar o diálogo.

Maduro: Líder da Venezuela justifica pressão contra oposição alegando golpe de Estado

A opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) disse na terça que o atual nuncio apostólico da Igreja Católica na Venezuela, Aldo Giordano, seria um dos mediadores da rodada de conversações, juntamente com três chanceleres do bloco regional Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

Apesar dos anúncios de diálogo, um setor da oposição exigiu que o governo de Maduro libere os "presos políticos" e cumpra outras demandas antes iniciar as negociações.

Março: Chanceleres da Unasul decidem criar comissão para crise na Venezuela

AP
Chanceleres do Equador, Ricardo Patiño (E), Colômbia, Maria Angela Holguín, e Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, são vistos após reunião preparatória em Caracas (8/4)

O diálogo buscará dar respuesta aos principais problemas apontados pelos venezuelanos e que levaram parte da população a sair às ruas em manifestações por todo o país nos últimos mais de dois meses.

*Com informações do jornal venezuelano El Universal

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