Premiê de Israel ordena redução de contatos com Autoridade Palestina

Por Reuters |

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Medida é retaliação à adesão palestina a convenções e piora crise que ameaça arruinar negociações mediadas pelos EUA

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Israel anunciou nesta quarta-feira uma interrupção parcial dos contatos com os palestinos em retaliação pela adesão deles a convenções internacionais, aprofundando a crise que ameaça arruinar as negociações de paz mediadas pelos EUA.

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AP
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Um porta-voz da Autoridade Palestina, que exercita um restrito governo autônomo na Cisjordânia ocupada, disse que as reuniões ministeriais entre Israel e palestinos já eram raras, mas expressou preocupação de que a medida possa ser seguida por sanções econômicas.

Autoridades do governo de Israel disseram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a membros de gabinete, diretores-gerais de ministérios e outras autoridades de alto escalão a não se reunir com seus homólogos da Autoridade Palestina.

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A ordem não se aplica à ministra da Justiça, Tzipi Livni, negociadora-chefe nas conversas de paz, ou às autoridade de segurança e defesa, disseram as fontes. O mediador dos EUA tem conduzido uma série de reuniões ao longo da última semana para tentar pressionar as problemáticas negociações para além do prazo original de 29 de abril para se chegar a um acordo.

"Essa decisão mina todos os esforços internacionais para reavivar as negociações, para prosseguir com uma solução construtiva aos desafios enfrentados pelo processo de paz", disse o porta-voz da Autoridade Palestina Ehab Bseiso.

Uma autoridade israelense disse que Netanyahu emitiu a ordem em resposta à "grave violação dos palestinos aos seus compromissos no escopo das negociações de paz" - uma referência à assinatura de 15 acordos internacionais na semana passada.

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A proibição foi imposta horas antes da sugestão feita pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, de que os planos anunciados por Israel em 1º de abril para construção de cerca de 700 residências em Jerusalém Oriental seriam uma consequência direta da queda das negociações em uma crise.

Os comentários de Kerry no Congresso norte-americano na terça-feira levantaram preocupações na coalizão de governo de Netanyahu. "Nos acusar de causar isso? Acho que ele está errado", disse o ministro de Segurança Interna, Yitzhak Aharonovich, em entrevista à Rádio Israel.

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Em sua ida ao Congresso, Kerry disse que ambos os lados tomaram nos últimos dias medidas que "não ajudam" e que ele esperava que as partes encontrassem uma maneira de retomar negociações sérias, destacando a realização de uma longa reunião na segunda-feira.

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