Navio capta mais dois sinais que podem ser do avião da Malásia no Índico

Por BBC Brasil |

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Equipes poderão restringir áreas de buscas e lançar submarino para tentar localizar a caixa-preta a 4,5 km de profundidade

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Equipes que buscam o avião da Malaysia Airlines, desaparecido há um mês, identificaram mais dois sinais de áudio "compatíveis" com caixas-pretas.

Susto: Navio australiano não consegue detectar novos sinais de suposta caixa-preta

Reuters
Equipes em bote do navio Ocean Shield buscam sinais visíveis do avião para enviar veículo submarino ao fundo do mar


Confiante: Novos sinais são 'pistas mais promissoras' nas buscas por voo, diz Houston

O marechal australiano Angus Houston, que coordena a missão, informou que a embarcação Ocean Shield, equipada com equipamento de alta tecnologia, captou os ruídos novamente em duas ocasiões na terça-feira (8). O primeiro foi captado durante quase seis minutos e, o segundo, sete minutos.

"Eu acredito que estamos procurando na área certa", disse Houston. "Mas antes precisamos identificar visualmente os destroços da aeronave para afirmar com certeza que este foi o lugar onde o MH370 caiu", acrescentou.

No final de semana, outros dois sinais já haviam sido identificados pelo Ocean Shield, que está munido de um "towed pinger locator" (localizador rebocado de ping). O dispositivo é rebocado em baixa velocidade e tenta ler pings (sinais de dados) que estão sendo emitidos pela caixa-preta no mar.

Após análise, especialistas do Centro de Análises Acústicas da Austrália concluíram que os primeiros "pings" não se tratavam de sons naturais, mas de ruídos emitidos por um "equipamento eletrônico específico".

Acompanhe o desespero dos familiares das pessoas a bordo

Parentes de passageiros chineses do voo desaparecido da Malásia choram durante protesto em frente de embaixada do país em Pequim (25/3). Foto: APIrmã de passageiro de avião desaparecido da Malásia chora ao assistir programa sobre o voo MH370 em sua casa em Medan, Sumatra do Norte, Indonésia (25/3). Foto: APChinesa é amparada por seus familiares após pronunciamento do premiê malaio que confirmou a queda do voo da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: APChinesa entra em desespero ao saber que o avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no oceano Índico, após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: APParentes das vítimas do voo se desesperam ao saber da queda do avião no Índico, em Pequim, China. Foto: ReutersHomem se desespera ao saber que avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamiliares não se conformam com a queda do avião da Malaysia Airlines. Na foto, parentes após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersParente de passageiro do voo da Malaysia Airlines fica em estado de choque ao saber que avião caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamílias dos passageiros são amparados após saberem da queda do avião em coletiva de imprensa na China. Foto: ReutersFamiliares se abraçam após saberem da queda do voo desaparecido da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: ReutersMulher chora durante coletiva de imprensa sobre o desaparecimento do voo da Malaysia Airlines durante coletiva de imprensa na China (22/03) . Foto: ReutersFamiliar de um dos passageiros a bordo do voo desaparecido da Malaysia Airlines aguarda por novas informações em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes das vítimas do voo da Malaysia Airlines rezam enquanto aguardam por mais informações, em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes dos passageiros a boardo do voo da Malaysia Airlines assistem à noticiário sobre o avião em Pequim, China (17/03) . Foto: APParentes dos chineses a bordo do avião que havia desaparecido aguardam notícias em Pequim, China (março/2014). Foto: APFamiliares dos passageiros a bordo do voo da Malaysia Airlines deixam sala de hotel após reunião com oficiais malaios, em Pequim, China (março/2014). Foto: APParente de um dos passageiros chineses no voo da Malaysia Airlines chora em frente de jornalistas em Sepang, Malásia (março/2014). Foto: AP

Sábado: Navio chinês detecta sinal que pode ser de caixa preta de avião desaparecido

O voo MH370 desapareceu no dia 8 de março com 239 pessoas a bordo. A aeronave partiu de Kuala Lampur, na Malásia, rumo a Pequim, na China, mas sumiu dos radares 40 minutos após a decolagem.

Área de buscas

Os novos sinais foram capturados a uma profundidade de 4,5 quilômetros, na mesma região onde o Ocean Shield identificou os primeiros.

Houston disse que isso possibilitará restringir a área de buscas, crucial para que o veículo submarino autônomo Bluefin 21 possa ser enviado ao fundo do mar para buscar destroços e a caixa-preta.

"Agora com mais sinais, esperamos ter uma área menor e, em poucos dias, detectar algo no fundo", disse ele.

As equipes correm contra o tempo para recuperar a caixa-preta, já que suas baterias duram cerca de 30 dias. Desde o desaparecimento do avião, já se passaram 31 dias.

Sinais de radar e cálculos indicam que o avião teria caído no sul do Oceano Índico, mas até agora nenhum destroço foi encontrado.

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