Carros-bomba matam ao menos 60 em cidades do Iraque, incluindo capital

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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País vive surto de violência às vésperas das eleições, no dia 30; ataques ainda não foram assumidos por nenhum grupo

Uma série de explosões de carros-bomba atingiu vários bairros, em sua maioria xiitas, de Bagdá e uma cidade ao sul da capital nesta quarta-feira (9), deixando ao menos 60 mortos e dezenas de feridos, de acordo com autoridades iraquianas. O país vive surto de violência enquanto se prepara para realizar as primeiras eleições parlamentares desde a retirada das tropas dos EUA.

Wikileaks: Ao menos 109 mil mortos no Iraque desde a invasão

AP
Civis observam carro-bomba no bairro de Sadr City, em Bagdá, Iraque


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As explosões, todas de veículos estacionados, coincidiram com o aniversário de 11 anos da entrada das tropas americanas na capital e da queda do regime de Saddam Hussein.

Os atentados traziam as marcas de um grupo inspirado pela Al-Qaeda e de outros insurgentes sunitas, que frequentemente usam carros-bomba e ataques suicidas para atingir áreas públicas e prédios do governo, na tentativa de minar a confiança no governo liderado pelos xiitas. Nenhum grupo, porém, assumiu imediatamente a responsabilidade pelos atentados.

O mais mortífero dos ataques do dia aconteceu em Numaniyah, a cerca de 80 km ao sul de Bagdá, onde cinco morreram e 17 ficaram feridos. No início do dia, um carro-bomba na central Rua Nidhal, em Bagdá, deixou quatro mortos e 11 feridos, enquanto cinco morreram em uma explosão no distrito de Kazimiyah, no norte da capital.

Carros-bomba também explodiram nas áreas de Shaab, Shammaiya, Karrada, Maamil e Cidade Sadr, deixando um total de 13 mortos e 42 feridos.

A violência aumentou no Iraque desde o ano passado. Dados da ONU mostram que no ano passado o Iraque viu o maior número de mortos em ataques, com 8.868 vítimas fatais.

Mais de 9 mil candidatos vão disputar as eleições do próximo dia 30. Eles concorrem a 328 assentos no Parlamento. Na terça-feira (8), a Comissão Eleitoral Independente do país anunciou que a votação não seria realizada na Província de Anbar, dominada pelos sunitas envolvidos em confrontos entre forças de segurança e militantes inspirados pela Al-Qaeda.

Desde o final de dezembro, a Província de Anbar viu violentos combates entre tropas do governo e milícias tribais aliados de um lado, e militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante - grupo da Al-Qaeda - do outro. 

O ano passado, no entanto, foi o mais sangrento no Iraque desde que a violência começou a diminuir em relação ao clímax atingido em 2006-07. Cerca de 800 pessoas foram mortas em maio apenas, de acordo com a Organização das Nações Unidas, o maior número de mortes em um mês até agora neste ano.

*Com AP e Reuters

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