Custo das buscas é outro mistério do avião da Malásia, que desapareceu há um mês

Por AP |

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Conta dos EUA chega a milhões de dólares e Austrália gasta meio milhão só em um navio; veja galeria de fotos das buscas

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Não é uma questão que a maioria dos governo envolvidos na caça pelo voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido em 8 de março, queira responder: Quanto custa a extensa busca de exato um mês de duração?

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Só a conta dos EUA chega a milhões de dólares, e alguns países como a China vem fornecendo mais navios e aviões ao esforço do que os americanos. A Austrália está gastando mais de meio milhão de dólares por dia em apenas um dos navios que tem no Oceano Índico.

Veja imagens das buscas pelo avião desaparecido da Malásia:

Comandante James Lybrand, à dir., capitão Nick Woods, comandante do navio, à esq., buscam sinais do sinalizador ao sul do Índico (5/04). Foto: APPiloto em caça da Austrália participa das buscas pelo voo da Malásia Airlines no Oceano Índico (4/04). Foto: ReutersCapitão do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), Rob Shearer, lê missão a bordo de caça enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersSargento Sean Donaldson se prepara para implantar marcador de fumaça a bordo do Royal New Zealand Air Force (RNZAF), enquanto sobrevoa o Índico (4/04). Foto: ReutersMembro da tripulação do Royal New Zealand Air Force (RNZAF) P3 Orion durante as buscas no Índico (4/04). Foto: ReutersTripulante de um Força Aérea Real da Nova Zelândia busca pelo voo desaparecido da Malásia no Índico (1/04). Foto: APPilotos japoneses buscam avião desaparecido da Malásia no Oceano Índico perto da Austrália (1/04). Foto: APVeículo Submarino Autônomo (AUV) no cais da base naval HMAS Stirling em Perth, Austrália, ajuda nas buscas pelos 'pings' do avião malaio (30/03). Foto: APMembro da tripulação Sean Donaldson lança boia com marcação de GPS do avião Royal New Zealand Air Force P-3K2 direto no Índico (29/03). Foto: APSilhueta de um membro da tripulação analisa bloco de notas de outras embarcações que participam das buscas no Índico (29/03). Foto: APImagem divulgadas no dia 16 foram captadas por satélites pela Austrália (28/03). Foto: ReproduçãoMembros da tripulação a bordo do AP-3C Orion, da força aérea australiana,  observam mapas de navegação em busca do voo desaparecido da Malaysia Airlines, no Índico (28/03). Foto: APPotências relutariam em tornar públicas imagens de radar para não revelar tecnologias (28/03). Foto: APSargento Matthew Falanga observa imagens de radar da Força Aérea Australiana durante buscas por destroços do avião da Malaysia Airlines, no Oceano Índico (27/03). Foto: APEngenheiro de voo Ron Day,à dir., a bordo de avião da Força Aérea Australiana, ajuda nas buscas pelo voo da Malaysia Airlines, no Índico (26/03). Foto: APEmpresa britânica Inmarsat recebe 'pings' de aeronaves como a da Malaysia Airlines que sumiu (25/03). Foto: BBCBarco inflável é lançado durante as buscas por destroços do avião desaparecido da Malaysia Airlines, no sul do Índico (23/03). Foto: APAutoridades francesas analisam objetos no oceano índico que podem ser o avião desaparecido da Malaysia Airlines (23/03). Foto: APNavio da Marinha australiana visto da janela de um avião da força aérea da Austrália, enquanto buscam pelo avião desaparecido malaio, no Índico (22/03). Foto: APMilitares da Força Aérea da Austrália participam de buscas por avião desaparecido da Malásia (20/3). Foto: APOficial Lang Van Ngan, das forças armadas do Vietnã, olha pela janela durante buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlin (14/03). Foto: APHomem observa telão mostrando diferentes decolagens no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, Malásia (13/3). Foto: Reuters

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Mas os governos e especialistas militares dizem ser difícil chegar a uma estimativa completa para a busca em andamento, especialmente porque muitos dos custos são uma parte normal das efetivas capacidades de manutenção de busca e resgate.

"Se eu listasse quantos aviões e navios estão envolvidos, poderia chegar a um grande número, mas ele não teria muito significado porque temos de pagar pelos navios e aviões e os pilotos e marinheiros de qualquer forma, e eles estão por aí fazendo algumas coisas que são um bom treinamento e que refletem bem para nós internacionalmente", disse Mark Thomson, um analista sênior de defesa econômica no Instituto Australiano de Política Estratégica, que é financiado pelo governo.

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Mais de 20 países desempenharam algum papel na longa busca, que é supervisionada pela Malásia. Nos dias desde que a busca foi transferida para áreas remotas do Oceano Índico, várias nações forneceram aviões e navios, incluindo a China, a Austrália, a Malásia, os EUA, o Reino Unido, a Nova Zelândia, o Japão e a Coreia do Sul. Na segunda-feira (7), três aeronaves civis e 14 embarcações vasculharam uma área de 234 mil km² , de acordo com oficiais australianos que coordenam os esforços.

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Parentes de passageiros chineses que estavam no voo da Malásia fazem vigília com velas em Pequim, China, para marcar um mês do desaparecimento (8/4)

A Malásia repetidamente rejeitou responder a questões sobre o custo das operações. "Ninguém, nem o governo malaio nem nossos parceiros, discutiram sobre dólares e centavos. Tudo se resume a tentar encontrar o avião", disse o ministro da Defesa Hishammuddin Hussein em uma coletiva no mês passado.

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O Departamento de Defesa dos EUA alocou US$ 4 milhões para ajudar nas buscas do jato desaparecido. Entre 8 e 24 de março, gastou US$ 3,2 milhões, disse o porta-voz Steve Warren. Até o fim da semana passada, gastou mais US$ 148 mil. O Pentágono alocou outros US$ 3,6 milhões para cobrir os custos de um localizador rebocado de "pinger", usado para detectar sinais emitidos embaixo d'água por caixas-pretas, e de um veículo autônomo subaquático, que pode procurar destroços bem abaixo da superfície do oceano.

O Departamento de Defesa da Austrália disse que seu custo direto de usar seu navio HMAS Success nas buscas é de cerca de US$ 380 mil por dia. Mas explicou que não há apenas custos diretos como combustível, prestação de serviços e salários da tripulação, mas gastos indiretos como administração geral, construção e depreciação de bens da aeronave, então é difícil informar um total exato.

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Vários navios e aviões chineses estão envolvidos nos esforços, mas o Ministério de Relações Exteriores da China não respondeu às questões sobre os gastos.

Geoff Davies, um porta-voz da Força de Defesa da Nova Zelândia, disse que grande parte dos custos de seu país serão cobertos pelo orçamento atual para operações de busca e de resgate, embora provavelmente haja alguns custos extras por causa da natureza extraordinária do esforço.

O Ministério de Defesa do Japão disse que não pode fornecer um dado porque as buscas ainda estão em andamento. Acredita-se que os gastos das operações fiquem nos US$ 8,8 milhões orçados para auxílio de emergência pela Agência de Cooperação Internacional do Japão. Custos extras incluem combustível e um abono para os quase 90 soldados envolvidos. Alguns dos civis japoneses também participam, e o governo disse que sua acomodação e transporte custou cerca de US$ 280 mil até o fim de março.

A acomodação para os soldados japoneses é gratuita, já que usam instalações do Exército australiano sob um acordo de cooperação de defesa.

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