Crise na Ucrânia: EUA fazem novo alerta de que ações russas 'terão custos'

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Secretário de Estado americano pede a colega em Moscou que Rússia repudie atividades de separatistas no Leste ucraniano

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O governo dos Estados Unidos expressou "grande preocupação" com o aumento da tensão no leste da Ucrânia, após manifestantes pró-Rússia terem invadido sedes do governo em três cidades.

Ontem: Rússia tenta desmembrar a Ucrânia com protestos, acusa governo em Kiev

Reprodução/BBC
Ativistas pró-Rússia invadiram sede do governo de Donetsk e hastearam bandeira da Rússia


Donetsk: Ativistas pró-Rússia proclamam república separatista em cidade da Ucrânia

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse ao ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, que eventuais atividades russas para "desestabilizar" a Ucrânia "terão custos".

A Ucrânia está enviando oficiais a Donetsk, Luhansk e Kharkiv, após milicianos terem ocupado uma a sede do governo de Donetsk e ter declarado uma "república popular" no local na segunda-feira (7). Eles pediram ainda a realização de um referendo no dia 11 de maio na cidade para decidir sua possível separação da Ucrânia.

A Rússia recentemente anexou a península da Crimeia, onde a maioria das pessoas são de etnia russa, após a realização de um referendo em que a grande maioria dos votantes optou pela anexação da região pela Rússia.

O referendo foi considerado ilegal pelo governo ucraniano e pelas grandes potências ocidentais.

Movimentação militar

Moscou agora conta com milhares de soldados na região da fronteira entre a Rússia e o Leste da Ucrânia. Apesar de insistir que não tem a intenção de invadir a Ucrânia, o governo russo disse que se reserva o direito de defender russos étnicos no país vizinho.

A Rússia vem se recusando a reconhecer novas autoridades que assumiram o poder em Kiev após o presidente pró-Moscou, Viktor Yanukovych, ter sido deposto em fevereiro.

Confira fotos da ocupação russa na Crimeia, no início deste ano

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Domingo: Manifestantes pró-Rússia invadem prédio do governo no leste da Ucrânia

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Jen Psaki, afirmou, em um telefonema, que Kerry pediu "que a Rússia publicamente repudiasse as atividades dos separatistas, sabotadores e provocadores", na Ucrânia. Ela afirmou que as ações vistas no leste da Ucrânia "não parecem ser uma série de eventos espontâneos".

"Ele deixou claro que quaisquer esforços por parte da Rússia para desestabilizar a Ucrânia terão novos custos para a Rússia", afirmou a Psaki.

Acusações de Lavrov

Os Estados Unidos e a União Europeia já impuseram sanções contra autoridades russas em represália à anexação da Crimeia. O chanceler russo, Sergei Lavrov, em um artigo no jornal britânico The Guardian, negou que a Rússia esteja tentando desestabilizar a Ucrânia.

Lavrov acusou os Estados Unidos e a União Europeia de estarem tentando "compelir a Ucrânia a fazer uma dolorosa escolha entre o Leste e o Ocidente, agravando ainda mais diferenças internas".

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