Nairobi Pinto foi levada no domingo (6); Espanha suspende a venda de equipamentos para controlar manifestações no país

Nairobi Pinto, editora no canal de notícias 24 horas Globovisión, foi sequestrada no domingo (6), na Venezuela
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Nairobi Pinto, editora no canal de notícias 24 horas Globovisión, foi sequestrada no domingo (6), na Venezuela

O pai de uma jornalista da TV venezuelana informou que sua filha foi sequestrada por quatro homens que usavam máscaras e estavam armados, no domingo (6), na parte ocidental da capital Caracas.

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Luis Pinto disse nesta segunda-feira (7) que sua filha, Nairobi Pinto, chefe dos correspondentes da Globovisión, foi interceptada pelos criminosos nas proximidades de sua casa em Los Chaguaramos, região próxima ao campus da Universidad Central da Venezuela (UCV). Seu paradeiro permanece desconhecido.

Pinto apelou aos sequestradores para libertar sua filha durante uma entrevista com a emissora local Radio Union. A polícia ainda não comentou o caso.

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A Venezuela é um dos países mais violentos da América Latina. Durante um mês e meio de protestos em curso, os manifestantes se queixaram de altas taxas de criminalidade, juntamente com a inflação galopante ea escassez de produtos básicos.

Espanha

A Espanha suspendeu, por tempo indeterminado, a exportação de equipamentos para o controle de protestos ao governo da Venezuela após semanas de confrontos no país.

Durante entrevista em Atenas no sábado (5), o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Garcia Margallo, disse que "é fato" que a Espanha suspendeu as vendas porque "é lógico não acrescentar combustível ao fogo quando há um conflito."

A decisão foi tomada por um painel do governo no dia 6 de março, mas só agora foi confirmado publicamente. Garcia Margallo disse que a Espanha tem um interesse especial na Venezuela porque 200 mil espanhóis vivem lá.

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Margullo afirmou que o governo estava acompanhando a evolução dos protestos na Venezuela com cuidado porque 30 espanhóis foram presos por forças leais do governo socialista do presidente Nicolás Maduro.

Onda de violência

O presidente da Venezuela afirmou que os protestos de fevereiro causaram danos de 10 bilhões de dólares (cerca de R$ 23 bilhões) à Venezuela, e acusou seus adversários de realizarem atos terroristas para sabotar bens públicos.

Maduro não disse como o governo chegou a esse valor total, em relação aos confrontos entre manifestantes, que bloquearam estradas, radicais pró-governo e forças de segurança, que resultaram nas mortes de pelo menos 31 pessoas.

"A minoria que quer um golpe causou muitos danos ao país... eles incendiaram uma universidade pública, onde centenas de jovens estudavam", disse ele em um discurso transmitido em rede nacional de TV. "Isso não é um protesto. É vandalismo. É terrorismo."

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Maduro estava falando de um colégio militar afiliado às tropas do exército venezuelano, que as autoridades dizem que foi incendiado pelos manifestantes na cidade de San Cristobal, perto da fronteira com a Colômbia.

Sobre as vítimas desde o dia 12 de fevereiro no país, Luisa informou que há 39 mortes até o momento e 608 feridos - 414 eram civis e 194 agentes de polícia militar. "Dos mortos, 31 são civis, oito são da polícia e do exército e um funcionário do MP", declarou ela.

*Com AP, BBC e El Universal

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