Japão ordena que militares derrubem mísseis norte-coreanos

Por Reuters |

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Imprensa local informou que as conversas entre os dois países, ocorridas nesta semana, não resultaram em acordos

Reuters

O Japão ordenou que um destróier posicionado no Mar do Japão intercepte qualquer míssil balístico que saia da Coreia do Norte e ameace o país nas próximas semanas, depois de Pyongyang ter disparado um míssil de médio alcance Rodong sobre o mar, disse neste sábado uma fonte do governo japonês.

O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, emitiu a ordem na quinta-feira, mas não a tornou pública para evitar estragar novas negociações entre os dois países, as primeiras marcadas em mais de um ano.

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"O ministro da Defesa ordenou a partir de 3 de abril até o dia 25 para que nos preparemos para mais lançamentos de mísseis", afirmou a fonte.

Segundo a fonte, Onodera não destacou baterias de mísseis Patriot, que seriam a última linha de defesa contra ataques.

A imprensa local informou que as conversas entre as duas partes, ocorridas nesta semana, não resultaram em acordos, apenas uma concordância na realização de mais encontros.

O disparo do Rodong coincidiu com um encontro em Haia entre o presidente norte-americano, Barack Obama, e líderes da Coreia do Sul e do Japão, depois de vários lançamentos de foguetes de curta distância.

Os atos aparentemente foram uma provocação norte-coreana.

O míssil caiu no mar depois de voar por mais de 650 quilômetros, muito aquém do alcance máximo de aproximadamente 1.300 quilômetros.


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