Equipes vasculham o fundo do mar em busca da caixa-preta do voo da Malásia

Por BBC Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Navios apostam em rastreador de sinais da marinha americana; bateria de dispositivo de avião malaio pode estar perto do fim

BBC

As equipes de buscas do voo MH370 estão usando equipamento de alta tecnologia nesta sexta-feira para tentar achar a caixa-preta do voo MH370, da Malaysia Airlines, que está desaparecido há quase um mês.

Investigações: Mistério do voo MH370 talvez nunca seja desvendado, diz Malásia

Desafio: Buscas pelo avião da Malásia são as mais difíceis da história da aviação

Dois navios munidos com tecnologia especial de localização estão vasculhando uma rota submarina de 240 quilômetros, na esperança de achar sinais do avião. Além disso, outros 14 aviões e nove navios participam do esforço.

O voo MH370 está sumido desde o dia 8 de março. Ele fazia a rota de Kuala Lumpur, na Malásia, a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo. Tudo indica que o avião caiu no sul do Oceano Índico, mas até agora nenhum destroço foi achado. As buscas estão sendo coordenadas a partir da cidade de Perth, na Austrália.

Técnica especial

Os navios Ocean Shield, da Austrália, e HMS Echo, dos Estados Unidos, estão usando tecnologias especiais parecidas. A embarcação australiana leva um "towed pinger locator", dispositivo que é rebocado em baixa velocidade pelo navio, fornecido pela Marinha americana.

A caixa-preta que está no fundo do mar emite pequenos sinais de dados conhecidos como "pings". A tecnologia equipada nos dois navios tenta ler pings que estão sendo emitidos no mar.

Veja o desespero das famílias dos desaparecidos

Parentes de passageiros chineses do voo desaparecido da Malásia choram durante protesto em frente de embaixada do país em Pequim (25/3). Foto: APIrmã de passageiro de avião desaparecido da Malásia chora ao assistir programa sobre o voo MH370 em sua casa em Medan, Sumatra do Norte, Indonésia (25/3). Foto: APChinesa é amparada por seus familiares após pronunciamento do premiê malaio que confirmou a queda do voo da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: APChinesa entra em desespero ao saber que o avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no oceano Índico, após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: APParentes das vítimas do voo se desesperam ao saber da queda do avião no Índico, em Pequim, China. Foto: ReutersHomem se desespera ao saber que avião desaparecido da Malaysia Airlines caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamiliares não se conformam com a queda do avião da Malaysia Airlines. Na foto, parentes após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersParente de passageiro do voo da Malaysia Airlines fica em estado de choque ao saber que avião caiu no Índico após coletiva de imprensa em Pequim, China. Foto: ReutersFamílias dos passageiros são amparados após saberem da queda do avião em coletiva de imprensa na China. Foto: ReutersFamiliares se abraçam após saberem da queda do voo desaparecido da Malaysia Airlines, em Pequim, China. Foto: ReutersMulher chora durante coletiva de imprensa sobre o desaparecimento do voo da Malaysia Airlines durante coletiva de imprensa na China (22/03) . Foto: ReutersFamiliar de um dos passageiros a bordo do voo desaparecido da Malaysia Airlines aguarda por novas informações em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes das vítimas do voo da Malaysia Airlines rezam enquanto aguardam por mais informações, em Pequim, China (22/03). Foto: ReutersParentes dos passageiros a boardo do voo da Malaysia Airlines assistem à noticiário sobre o avião em Pequim, China (17/03) . Foto: APParentes dos chineses a bordo do avião que havia desaparecido aguardam notícias em Pequim, China (março/2014). Foto: APFamiliares dos passageiros a bordo do voo da Malaysia Airlines deixam sala de hotel após reunião com oficiais malaios, em Pequim, China (março/2014). Foto: APParente de um dos passageiros chineses no voo da Malaysia Airlines chora em frente de jornalistas em Sepang, Malásia (março/2014). Foto: AP

Austrália: Busca permanente por avião malaio será uma tarefa árdua

As equipes de buscas têm pouco tempo para usar esta técnica, porque as baterias das caixas-pretas costumam durar apenas cerca de 30 dias. Com as baterias expiradas, perde-se a chance de se tirar proveito da emissão dos pings para achar o avião.

A área escolhida para as buscas foi determinada por uma análise de informações de satélite. Baseado no que se sabe sobre a velocidade e o sentido da aeronave, especialistas estimaram o local mais provável onde ela teria caído.

A análise continua sendo aprimorada, mesmo enquanto os navios realizam as buscas. A área total das buscas é de 217 mil quilômetros quadrados e fica a 1,7 mil quilômetros a noroeste da cidade de Perth, na Austrália. As condições de tempo nesta sexta-feira são boas.

Premiê da Malásia: Avião caiu no sul do Índico e não há sobreviventes

Parte das pessoas envolvidas nas buscas encontrou-se com o premiê australiano, Tony Abbott, nesta sexta-feira. Ele disse que esta é "provavelmente a busca mais difícil já feita" na história.

"Uma grande aeronave como essa parece ser algo fácil de se localizar, mas uma grande aeronave que sumiu em oceanos inacessíveis faz com que esse desafio seja extraordinário."

Leia tudo sobre: malaysia airlinesvoo malaiocaixa pretaaviaoabbottbuscas

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas