Novo terremoto obriga presidente a fugir em cidade no Chile

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Michelle Bachelet visitava região quando tremores a obrigaram a sair de hotel. Até o momento não há informação sobre feridos

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Um novo terremoto de grandes proporções ocorrido no mar próximo ao Chile fez com que milhares de pessoas abandonassem, pela segunda vez em pouco mais de 24 horas, as áreas costeiras do norte do país na noite de quarta-feira (2). Muitos precisaram passar a noite acampados nas ruas - o que já havia ocorrido na noite anterior.

Ontem: Milhares voltam para casa após terremoto com danos limitados no Chile

AFP
Michelle Bachelet visitou área afetada por terremoto; à noite, precisou deixar seu hotel


Tremor: Chile suspende alerta de tsunami após terremoto que matou ao menos 6

A presidente Michelle Bachelet, que estava visitando a região nesta quinta-feira (3), precisou deixar o hotel onde estava hospedada. Segundo a imprensa estatal TVN, ela foi levada a uma região elevada, onde os riscos de danos pelo terremoto são menores. Até agora, não foi confirmado nenhum incidente mais grave relacionado a este novo terremoto.

O tremor atingiu 7,6 de magnitude. Ele ocorreu pouco antes da meia noite de quarta-feira, a 10 quilômetros abaixo da superfície em uma região localizada a apenas 23 quilômetros de Iquique - a cidade mais afetada pelo terremoto da terça-feira.

Autoridades locais ordenaram que áreas costeiras fossem novamente abandonadas em uma ação preventiva devido ao perigo de tsunami.

O terremoto anterior, de 8,2 de magnitude, havia forçado cerca de um milhão de pessoas a deixarem a costa após um alerta de tsunami. Porém, quando o alarme foi cancelado, as pessoas retornaram às suas casas. Ao menos oito pessoas morreram na terça-feira.

Confira fotos do abalo no Chile

Barcos foram lançados em terra firme por ondas após abalo sísmico no Chile (2/03). Foto: APOndas imensas acabaram levando os barcos para o cais, no Chile (2/03). Foto: APSobreviventes se abraçam após abalo de magnitude 8,2, em Iquique, Chile. Países como Peru e Bolívia também sentiram o abalo (2/03). Foto: APVeículos militares fazem ronda após terremoto em Iquique, Chile. Governo ordenou que regiões litorâneas fossem esvaziadas (2/03). Foto: APSobreviventes tentam se comunicar após terremoto de magnitude 8,2 no Chile (2/03). Foto: APRestaurante pega fogo após terremoto em Iquique, Chile (2/03). Foto: APVisão noturna da cidade de Iquique, Chile, após terremoto (2/03). Foto: AP

Abalo: Terremoto atinge a costa do Chile

Mais cedo, antes de ser obrigada a deixar seu hotel, Michelle Bachelet declarou as regiões de Arica, Parinacoa e Tarapaca como áreas de desastre. Ela elogiou o "comportamento calmo" da população nas cidades de Iquique e Arica.

"Acredito que vocês nos deram um tremendo exemplo", disse a presidente.

Fuga de prisão

Policiais e militares tinham sido enviados à cidade de Iquique também por causa das 300 detentas que escaparam de uma prisão feminina devido ao terremoto de terça. Cerca de 130 prisioneiras já voltaram à unidade penal, muitas delas voluntariamente.

Mais de 2 mil residências foram danificadas em Alto Hospicio, uma cidade perto de Iquique. Incêndios destruíram edifícios e barcos de pescadores afundaram no porto. Mais de 40 mil moradores de Tarapaca continuam sem energia elétrica, segundo Ricardo Toro, do Escritório Nacional de Emergência do Chile.

Os tremores e os deslizamentos de terra bloquearam ruas e atingiram centrais de energia elétrica nas cidades mais atingidas. Kurt Hertrampf, dono de uma pousada em Arica, disse à BBC que houve um apagão após o terremoto, mas curiosamente os telefones continuaram funcionando.

"O centro de Arica parece uma cidade fantasma", afirmou.

Autoridades afirmaram que as vítimas fatais foram atingidas por muros ou construções que desabaram ou ainda sofreram ataques cardíacos. Diversas pessoas ficaram feridas seriamente. O tremor de terra de terça-feira foi sentido em outros países. Prédios balançaram na Bolívia e no Peru.

Alertas de tsunami chegaram a ser divulgados em países como Peru, Equador, Colômbia e Panamá.

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