Tiroteio mata quatro, incluindo atirador, em base militar de Fort Hood, no Texas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Acredita-se que atirador tenha se suicidado. Base americana foi palco de ataque com 13 mortos e mais de 30 feridos em 2009

Um incidente com tiros deixou ao menos quatro mortos, incluindo o atirador, na base militar de Fort Hood, no Texas, disseram autoridades à Associated Press (AP). De acordo com a AP, informações que circulam no Departamento de Justiça indicam que o agressor teria se suicidado. Informações preliminares apontam que o incidente foi uma divergência entre soldados e não tem relação com terrorismo. Há ao menos 14 feridos.

Agosto: Atirador de massacre de Fort Hood é sentenciado à pena de morte nos EUA

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pausa durante pronunciamento sobre o incidente na base militar de Fort Hood

A base, que já foi palco da ação de um atirador em 2009, ordenou pelo Twitter e pelo Facebook que todos no local buscassem abrigo. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o governo irá a fundo para descobrir o que aconteceu na base. "Estamos com o coração partido que algo assim tenha acontecido novamente", afirmou em referência ao incidente de 2009 após um evento de arrecadação de fundos em Chicago. Em Honolulu, Havaí, o secretário de Defesa americano, descreveu o incidente como "tragédia terrível".

"Há relatos de feridos. Esteja ATENTO!! Se você estiver na área de Fort Hood, há um atirador ativo", alertou pelo Twitter a polícia em Waco, Texas, antes da informação sobre a morte do suposto atirador. Uma das divisões que têm Fort Hood como base enviou um alerta pelo Twitter ordenando as pessoas a fechar as portas e ficar longe das janelas.

Lucy Hamlin segura pé do marido, o militar Timothy Hamlin, enquanto aguardam permissão para voltar a Fort Hood, Texas, onde moram (2/4)
. Foto: APGeneral Mark Milley fala com a mídia do lado de fora de uma entrada para a base militar de Fort Hood após tiroteio, no Texas, EUA (2/3). Foto: ReutersPolicial verifica documentos de motorista fora do portão principal de Fort Hood, Texas (2/4). Foto: APKrystina Cassidy e Dianna Simpson tentam fazer contato com seus maridos dentro de Fort Hood do lado de fora do Portão Bernie Beck em Fort Hood, Texas (2/4). Foto: APPolicial para carro em Fort Hood, Texas, após incidente com tiros na base americana (2/4). Foto: APSecretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, recebe informações atualizadas sobre incidente com tiros na base de Fort Hood, Texas (2/4). Foto: AP

O porta-voz do gabinete do xerife do condado de Bell, Donnie Adams, disse que foram enviados agentes e soldados de cavalaria do Departamento de Segurança Pública do Texas à região da base. A porta-voz do FBI, Michelle Lee, disse que seus agentes também foram enviados ao local.

Todas as aulas vespertinas e noturnas dos campus Central e Fort Hood da Faculdade Central do Texas (CTC, na sigla em inglês) foram canceladas, de acordo com o site da instituição. Funcionários e estudantes receberam a ordem de deixar a CTC.

Em 5 de novembro de 2009, o ataque lançado a tiros pelo major do Exército Nidal Malik Hasan deixou 13 mortos e 32 feridos, na ação mais mortal contra uma instalação militar americana na história dos EUA.

Ele disparou contra soldados que esperavam para ser vacinados ou preenchiam documentos em um lotado centro de processamento depois de recentemente voltar de missões no exterior ou enquanto se preparavam para embarcar para o Afeganistão e o Iraque. Os promotores argumentaram que a radicalização progressiva do muçulmano nascido nos EUA levou ao massacre na base.

Há informações de que Hasan escolheu aquele dia para o ataque por ser quando as unidades que ele estava programado para enviar ao Afeganistão passariam pelo centro de processamento.

Getty Images
Memorial é montado na base de Fort Hood em homenagem aos 13 mortos por Nidal Hassan, militar de origem muçulmana (05/11/2010)

De acordo com testemunhas, Hasan entrou no local com duas armas e várias munições, gritou "Allahu Akbar!" — "Deus é grande", em árabe — e abriu fogo. Também segundo as testemunhas, ele teve como alvo soldados que caminhavam pelo prédio, deixando poças de sangue, munições vazias e militares morrendo no chão.

O ataque acabou quando Hasan foi atingido nas costas por policiais de Fort Hood que estavam fora do prédio, ferimento que o deixou paralítico. Atualmente o ex-psiquiatra do Exército está no corredor da morte após ter sido condenado por assassinato premeditado. Um júri militar recomendou que Hasan fosse punido com a pena de morte.

*Com AP

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