Explosões atingem campus da Universidade do Cairo, Egito, e matam ao menos um

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ataques acontecem em meio a repressão violenta da guarda nacional contra grupos pró-Morsi; autoria não foi reivindicada

Três bombas explodiram do lado de fora do campus da Universidade do Cairo nesta quarta-feira (2), acertando a polícia de choque que estava no local para conter protestos de estudantes islâmicos. Ao menos um policial foi morto e outros sete ficaram feridos.

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AP
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As duas primeiras explosões mataram o general de polícia Tareq al-Margawy e feriram um grupo de policiais, de acordo com funcionários. Anteriormente, eles haviam relatado que um civil havia morrido, mas depois explicaram que essa vítima era o general, que estava a paisana.

Não houve reivindicação imediata sobre a responsabilidade do ataque, mas militantes islâmicos realizaram várias operações contra as forças de segurança desde que o exército depôs o presidente Mohamed Mursi, membro da Irmandade Muçulmana, em julho, após protestos em massa contra ele.

Os ataques estão ocorrendo em meio a uma feroz repressão pelas forças de segurança contra os manifestantes pró-Morsi e membros da Irmandade muçulmana do ex-presidente. As duas primeiras bombas, de acordo com autoridades de segurança escondidas ao pé de uma árvore, foram detonadas no intervalo de menos de um minuto. A terceiro, porém, explodiu quase duas horas depois.

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Ninguém foi atingido pela última explosão. A TV estatal egípcia descreveu as bombas como caseiras. Funcionários falaram sob condição de anonimato porque não foram autorizados a falar com a imprensa.

Um cinegrafista da televisão local da Associated Press disse que as três explosões ocorreram perto de um posto policial improvisado, onde os oficiais costumam ficar perto de caminhões de polícia de choque.

De acordo com uma testemunha, pessoas gritavam e corriam após o ataque e o pânico tomou conta das ruas e do campus localizado em uma área de luxo perto do zoológico de Giza. A polícia ainda encontrou uma quarta bomba na área.

"Esperamos problemas no longo prazo. Como a polícia pode nos proteger se não pode proteger a si mesma? Isso não é possível", disse o estudante Mohamed Abdel Aziz do lado de fora da Universidade do Cairo, após as explosões.

*Com Reuters e AP

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