Otan diz não ver sinais de recuo das tropas russas na fronteira com a Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Secretário-geral da aliança afirma que a Rússia minou acordo com a entidade; preço do gás russo tem aumento na Ucrânia

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não está vendo as tropas russas recuarem da fronteira com a Ucrânia, de acordo com o secretário-geral da aliança militar, Anders Fogh Rasmussen, nesta terça-feira (1).

Segundo a Ucrânia: Número de soldados russos na fronteira com a Ucrânia diminui

AP
Soldados ucranianos fazem ronda no vilarejo de Strilkove, Ucrânia (30/03)


Ontem: Premiê russo faz visita surpresa à Crimeia e oferece incentivo após anexação

"Infelizmente, não posso confirmar que a Rússia está retirando suas tropas", disse ele aos repórteres antes de entrar em uma reunião de chanceleres da Otan em Bruxelas, Bélgica. "Não é isso que estamos vendo", acrescentou.

Rasmussen disse que o governo russo minou os princípios sobre os quais foi construída a parceira Otan-Rússia, e que como resultado não é mais possível manter o relacionamento normalmente.

Domingo: Impasse entre EUA e Rússia quanto à Ucrânia se mantém após reunião

Ministros das Relações Exteriores da Otan devem discutir maneiras de ajudar a acabar com a crise na Ucrânia e tranquilizar seus aliados da Europa durante a reunião. É a primeira vez que ministros dos 28 Estados membros da aliança se reúnem desde a anexação da Criméia ao território russo, no início deste mês. 

Na segunda-feira (31), o presidente russo, Vladimir Putin, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, que ordenou a retirada parcial das tropas perto da fronteira oriental da Ucrânia, de acordo com o governo alemão. Acredita-se que Moscou tenha reunido milhares de soldados na região nos últimos dias, causando alarme em Kiev e no Ocidente.

Gás russo

Enquanto isso, a empresa de energia russa Gazprom aumentou o preço que cobra da Ucrânia pela importação do gás a partir de terça.

O chefe-executivo da Gazprom, Alexei Miller, disse que o preço do gás russo para a Ucrânia aumentou para 385,5 dólares (cerca de 874,2 reais) por cada 1 mil metros cúbicos neste segundo trimestre de 2014. A taxa anterior era de 268,5 dólares (aproximadamente 608 reais).

Confira fotos da ocupação russa na Ucrânia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Ocupação militar: Rússia nega envio de tropas à Ucrânia

O desconto fazia parte de uma tábua de salvação financeira que o presidente russo, Vladimir Putin, havia oferecido ao presidente deposto da Ucrânia, Viktor Yanukovych, após sua decisão de abandonar um pacto com a União Europeia em favor de laços mais estreitos com Moscou. Yanukovych foi destituído e obrigado a pedir asilo político na Rússia em fevereiro.

Grupos nacionalistas radicais desempenharam papel fundamental na derrubada do ex-presidente ucraniano, mas eles rapidamente se desentenderam com o novo governo. Grupos de manifestantes ainda estão acampados na Praça da Independência de Kiev, e sinalizaram a intenção de permanecer por lá até a eleição do que eles consideram ser um governo legítimo.

Na semana passada, um dos líderes do grupo radical mais proeminente, o Setor Direito, foi morto ao resistir a polícia.

Tensão

O Parlamento da Ucrânia ordenou que os serviços de segurança ucranianos desarmem todos os "grupos armados ilegais", na sequência de disparos realizados na noite de segunda (31), em Kiev, que envolveu um membro do grupo radical Setor Direito.

As tensões entre o Kremlin e o Ocidente aumentaram após a derrubada do presidente pró-Kremlin da Ucrânia, em fevereiro, após meses de protestos nas ruas. A decisão posterior da Rússia para a anexação da Crimea aprofundou a crise entre os dois países.

Os EUA e a UE impuseram sanções a membros do círculo íntimo do presidente Putin e outros funcionários do governo russo. A Rússia retaliou com suas próprias sanções a políticos americanos.

*Com Reuters, AP e BBC

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